Resultados de casos suspeitos de Covid-19 na Huíla negativos

Os exames médicos dos dois cidadãos da província da Huíla catalogados como suspeitos de estarem infectados com a covid-19 são negativos, revelou, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

Por:Maria Teixeira

O quadro epidemiológico do país não mudou, ou seja, Angola contínua com o registo de 27 casos positivos, dos quais 18 são activos, seis recuperados e dois resultaram em morte, garantiu o governante. O estado clínico dos 18 pacientes infectados é estável, sendo que se encontram em unidades sanitárias de referência. Mufinda deu estas informações em declarações à imprensa na habitual sessão para actualização do ponto de situação dos dados da pandemia no país nas 24 horas anteriores. “As duas amostras provenientes da província da Huíla, todas elas foram negativas”, garantiu. Contou que não houve alteração estatística dos dados. O país continua com os dados de ontem.

Já o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu 85 chamadas, das quais uma foi de alerta de caso suspeito de Covid-19 e 84 foram relacionadas com pedidos de informações. Entretanto, o alerta reportado ao CISP foi investigado, mas descartado pela equipa de resposta rápida porque não reunia os pressupostos de casos suspeitos de Covid-19. Neste momento, a quarenta institucional controla 719 pessoas. E o corte das amostras colhidas até ao presente pelo Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS) é de 2.598, das quais 27 resultaram positivas, 2.088 negativas e 483 estão em processamento. “Já os contactos directos e ocasionais são 955, enquanto os casos suspeitos investigados até esta data são estimados em 406 pessoas”, disse.

Algumas províncias capacitadas sobre a Covid-19

Franco Mufinda disse que se realizou ontem a distribuição de materiais de biossegurança nos municípios de Pango Aluquém e Bula Atumba. Em Benguela fez-se a busca activa de casos na comunidade, bem como a capacitação dos técnicos de saúde no município do Cubal sobre vigilância epidemiológica e a gestão de casos, bem como palestras de sensibilização sobre a Covid-19. Na província do Cuanza-Sul houve a capacitação dos técnicos de saúde sobre o manejo de casos. Para que as pessoas percebam o que se passa no país, Franco Mufinda explicou a diferença dos termos de casos importados, transmissão local, comunitária ou até transmissão sustentada. “Entende-se caso importado quando a infecção ocorreu fora do país de residência. Por exemplo, alguém ou um angolano que tenha viajado a um país e que, infelizmente, ali fica infectado. Regressando ao país trata-se de importação de caso”, definiu.

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