O editorial:Um dia de quase sufoco

O dia 1.º de Maio, dia do Trabalhador, costuma a ser um dia de festa, uma jornada de luta também. Festa porque os direitos conquistados pelos trabalhadores, sobretudo no último século, são inegáveis e resultaram no grande desenvolvimento da humanidade. E luta porque há muito ainda por fazer, por conquistar. Mas este ano é diferente. A Covid-19 veio condicionar as habituais concentrações de trabalhadores por quase todo o mundo. E numa altura em que milhões de empregos estão a ser destruídos, quando o capital se resguarda, quando o futuro se apresenta feito de incertezas. um dia feito de sangue para que homens livres gritem em nome da dignidade e o grito é calado por um vírus maldito que gela a economia mundial. Há postos de trabalho derrubados a cada instante, direitos por defender e restaurar, pelos quais é preciso lutar, mas há também uma ordem para se fi car em casa, um sufoco da alma

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