Professores devem preparar-se para receber alunos “transformados”

Quando voltarem às aulas, as crianças e os adolescentes terão vivido situações boas e más com impacto directo na sua conduta e no seu comportamento, de acordo com Adália Lutuima, que adiantou o facto de, em certas ocasiões, esses meninos terem respondido com silêncio a muitas inquietações

Por:Alberto Bambi

A psicóloga Adália Lutuima apela aos professores a estarem preparados para receber crianças autenticamente transformadas, no que ao comportamento diz respeito, visto que, durante esse confinamento social de cerca de dois meses, os infanto-juvenis estão a conviver de forma muito directa com os pais, irmãos e outros agregados da família de sua casa. “Fazer rapidamente um diagnóstico da criança e aceitar a sua nova realidade, não exigindo muito de si, sobretudo nos primeiros 15 dias, fase em que muitos professores costumam a preocupar-se em comerecomendadas, antes do confinamento social que a Covid-19 obrigou. “Neste capítulo, é necessário atender a realidade de cada criança, uma vez que é do nosso conhecimento que, durante a quarentena, muitas são as famílias que tiveram de redobrar a luta para a sobrevivência, ao mesmo tempo que procuravam gerir o pânico que a doença e as informações sobre tal ofereciam”, realçou a psicóloga, lembrando que tais factores também influênciam no estado psicológico dos infanto-juvenis.

Por fim, Adália Lutuima encorajou os gestores escolares a criarem ou reactivarem os gabinetes psico-pedagógicos, essencialmente vocacionados para prestarem o tipo de apoio ora invocado, um apelo que a psicóloga estende para os responsáveis do Ministério da Educação, porquanto acredita que as referidas direcções constam do estatuto do órgão reitor do ensino em Angola. Ressurreição dos gabinetes psico-pedagógicos Sobre este sector de apoio ao processo de ensino e aprendizagem, o bastonário da Ordem dos Psicólogos (OpsA), Caelinho Zassala já se tem debatido, ao ponto de considerar este como o momento oportuno para que o Ministério da Educação reforce o programa de cooperação que a classe dos psicólogos sempre prestou, por via dos gabinetes em causa. “

Aconselhámos a recuperar e aproveitar as políticas antigas neste sentido, de modo a ir-se implementando, de forma experimental, os gabinetes de apoio psico-pedagógico nas escolas, por estes serem muito importantes, sobretudo nessas situações”, assegurou. À semelhança do que defendeu a psicóloga Adália Lutuima, Carlinho Zassala é de opinião que, com o tempo perdido, os professores devem recorrer a uma pedagogia cujos critérios não assentem num rítimo acelerado desnecessário. Lembrou, igualmente, que os psicólogos devem estar na vanguarda, a encarar os problemas relacionados ao comportamento social de frente, porque são esses especiaslistas que entendem de problemas da mente e de todos de desenvolvimento intelectual. “São eles que conseguem emitir medidas, a fim de se evitarem problemas de atraso mental e de compreensão, que poderão dificultar as aprendizagens.

Defendeu ainda que as informações institucionais sobre a Covid- 19 e suas implicações não devem terminar com o fim do estado de emergência. “Depois desta fase, principalmente os psicólogos, devem continuar a fazer o seu trabalho, no sentido de continuarem a transmitir subsídios para uma reeducação e reinserção social, já que estão a viver-se momentos muito diferentes em relação aos anteriores”, rematou o bastonário da OPsA. çar a cumprir cabalmente com os conteúdos programados, é o que se recomenda”, aconselhou Adália Lutuima, tendo acrescentado que os alunos se apresentarão cansados, psicologicamente falando.

Justificando o que acabava de afirmar, detalhou que, por um lado, o cansaço das crianças se deverá ao tempo em que a quarentena se terá prolongado, o que,praticamente, representa um periodo fora do normal de qualquer pausa pedagógica ou férias lectivas habituais. Considerou, por outro lado, que a propalada prorrogação do ano lectivo para Janeiro ou mesmo Fevereiro afectará as expectativas dos infanto-juvenis, de tal forma que as motivações poderão baixar, cabendo aos educadores as levantarem. “

Os professores devem motivar constantemente as crianças, em todo o espaço físico e social da escola, de modo a tal tarefa não se limitar às actividades lectivas na sala de aula”, reforçou a especialista em psicologia do desenvolvimento (escolar). Aliás, é exactamente nessa condição que ela propôs que haja um periodo e espaço para a escola ouvir a narrativa dos alunos sobre as situações por si vividas e adequá-las no conjunto da transversalidade temática que facilitem administração paulatina dos conteúdos a serem dosificados para o fim do ano lectiovo 2020. Outra preocupação da entrevistada tem a ver com o que classificou de “tendência de acerto de contas” que o professor poderá levar a cabo, quando entender cobrar a resolução total das questões das tarefas por si recomendadas, antes do confinamento social que a Covid-19 obrigou.

“Neste capítulo, é necessário atender a realidade de cada criança, uma vez que é do nosso conhecimento que, durante a quarentena, muitas são as famílias que tiveram de redobrar a luta para a sobrevivência, ao mesmo tempo que procuravam gerir o pânico que a doença e as informações sobre tal ofereciam”, realçou a psicóloga, lembrando que tais factores também influênciam no estado psicológico dos infanto-juvenis. Por fim, Adália Lutuima encorajou os gestores escolares a criarem ou reactivarem os gabinetes psico-pedagógicos, essencialmente vocacionados para prestarem o tipo de apoio ora invocado, um apelo que a psicóloga estende para os responsáveis do Ministério da Educação, porquanto acredita que as referidas direcções constam do estatuto do órgão reitor do ensino em Angola.

Ressurreição dos gabinetes psico-pedagógicos

Sobre este sector de apoio ao processo de ensino e aprendizagem, o bastonário da Ordem dos Psicólogos (OpsA), Caelinho Zassala já se tem debatido, ao ponto de considerar este como o momento oportuno para que o Ministério da Educação reforce o programa de cooperação que a classe dos psicólogos sempre prestou, por via dos gabinetes em causa. “Aconselhámos a recuperar e aproveitar as políticas antigas neste sentido, de modo a ir-se implementando, de forma experimental, os gabinetes de apoio psico-pedagógico nas escolas, por estes serem muito importantes, sobretudo nessas situações”, assegurou.

À semelhança do que defendeu a psicóloga Adália Lutuima, Carlinho Zassala é de opinião que, com o tempo perdido, os professores devem recorrer a uma pedagogia cujos critérios não assentem num rítimo acelerado desnecessário. Lembrou, igualmente, que os psicólogos devem estar na vanguarda, a encarar os problemas relacionados ao comportamento social de frente, porque são esses especiaslistas que entendem de problemas da mente e de todos de desenvolvimento intelectual. “

São eles que conseguem emitir medidas, a fim de se evitarem problemas de atraso mental e de compreensão, que poderão dificultar as aprendizagens. Defendeu ainda que as informações institucionais sobre a Covid- 19 e suas implicações não devem terminar com o fim do estado de emergência. “Depois desta fase, principalmente os psicólogos, devem continuar a fazer o seu trabalho, no sentido de continuarem a transmitir subsídios para uma reeducação e reinserção social, já que estão a viver-se momentos muito diferentes em relação aos anteriores”, rematou o bastonário da OPsA.

 

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