Tunda mu njila

Xééé corona, tunda mu njila, sai só do caminho, aqui na banda ninguém te passa cartão, nada de confi ança, pato fora, baza já só, vai embora, porque se te agarramos, vais nos sentir, vamos te pisar, te fazer comer o pão que o diabo amassou. Se és extraterrestre, de laboratório ou não, se já catutaste na Ásia, maiuiaste na Europa, xinaste feio na América, teu feitiço, aqui na banda, tem enguiço, vai virar tipo nada. Estás a ultrapassar os limites, alguns já no kafocolo, outros no mbalale, de surpresa, sem saber porquê, as razões do infortúnio. Tunda mu njila, sai só do caminho, a nossa decisão é irrevogável, custe o que custar, nada deterá a nossa marcha rumo a construção de uma Angola melhor e maior. A malta está a fi car fatigada, nervos a fl or da pele, para frente e para trás, nada que se te vê só se ouve, aqui e acolá, estrago é razia, milhares a parar, pulmões a bofocar, falta ar, adeus doce vida. Tunda mu njila, sai só do caminho, queremos crescer, desenvolver, multiplicar, apesar de estarmos a ver bilhas, a sentir na carne e na mente os dissabores da tua cobardia, entre nós, etu mu dietu, é tempo de recuperar o tempo perdido. Nunca, jamais, confi nar fez parte das nossas prioridades, o período é excepcional, temos e devemos obedecer, tal como desde sempre, mesmo nos tempos da kitota, buscamos alternativas, encontramos soluções, soubemos resistir, manter viva a nossa identidade, a nossa angolanidade. Tunda mu njila, sai só do caminho, já lá vão bué de dias a te caçar, queremos seguir em frente, corrigir o que está mal, melhorar o que está bem, resolver os problemas do povo. No campo ou nas cidades, todos devemos ser anti-corona, pouco a pouco, devagar e bem, a normalidade vai regressar, a reacção não passará. Tunda mu njila, sai do caminho, estamos de mangas arregaçadas, para o que der e vier, cerramos fi leiras, somos um só povo, uma só nação. Xééé Corona, nos deixa só em paz!a

JOÃO ROSA SANTOS

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