Covid-19 condiciona processo de atribuição de bolsas de estudo da UNITA

O partido garante que as 250 bolsas prometidas só serão entregues logo depois de se ultrapassar a questão da Covid- 19

O porta-voz da UNITA, Marcial Dachala, disse que, à semelhança de outros projectos, quer do partido como de outras organizações e instituições, a Covid-19 acabou por forçar algum abrandamento no processo de atribuição das 250 bolsas de estudo, conforme prometido em Fevereiro pelo seu presidente Adalberto Costa Júnior. Conforme explicou, em entrevista ao OPAÍS, o objectivo do partido era de ver resolvida a questão das bolsas muito antes, mas, frisou, com a chegada da Covid-19, todo o processo acabou por ficar comprometido, adiando, assim, para um futuro breve, a realização do sonho acadêmico de muitos jovens. Contudo, explicou, tão logo o país ultrapasse o actual contexto, as 250 bolsas de estudo destinadas a jovens da organização serão atribuídas, em todo o país, sendo que cada província terá direito a cinco bolsas.

É um compromisso sério

De acordo com Marcial Dachala, a iniciativa assume-se como um contributo da UNITA no processo de formação de jovens nas mais variadas áreas do saber. “É um compromisso sério assumido e que vamos honrar, conforme assegurou o presidente da organização. É um processo que já deveria ter sido concluído, mas, como sabe, o país e mundo estão a enfrentar um momento particular que afecta a todos”, apontou. Ainda de acordo com o político, neste momento, as equipas técnicas estão a trabalhar internamente na organização dos processos, cumprindo todos os procedimentos exigidos para que as bolsas venham, de facto, benefíciar quem mais precisa.

“Os jovens podem estar descansados porque há todo um trabalho a ser feito para que, depois da Covid-19, possamos entregar as bolsas aos beneficiários”, assegurou. De recordar que o anúncio das bolsas foi feito pelo presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, que disse tratar-se de uma promessa que fez por ocasião do último congresso da UNITA, que o elegeu como presidente. As bolsas vão ser distribuídas, de forma directa, às 18 províncias, cabendo a cada uma cinco bolsas de estudo. Cada bolsa do pacote terá um valor de 50 mil kwanzas por mês.

“É um compromisso sério assumido e que vamos honrar, conforme assegurou o presidente da organização

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