Deputada da UNITA viola cerca sanitária e é apanhada no Bié

A deputada à Assembleia Nacional pela UNITA Maria Luísa de Andrade violou a cerca sanitária saindo de Luanda e passando pelo Cuanza-Sul e Huambo e seguindo para o Bié, local onde foi interceptada Ela estava acompanhada por duas crianças, revelou, ontem, o porta -voz do Ministério do Interior (Minint), subcomissário Waldemar José. Fez tal revelação ao intervir no habitual balanço de dados sobre a pandemia que decorre diariamente no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, visando esclarecer a evolução da doença no país. Contou que as forças de Defesa e Segurança não tiveram alternativa senão ordená-la que permaneça em quarentena domiciliar porque se fazia acompanhar por crianças. Na mesma senda, Waldemar José fez saber que a secretária provincial da Juventude do partido do galo negro na província do Huambo, Cristina Chimbioputo, também desobedeceu a cerca sanitária.

Ao ser interpelada por agentes da Ordem Pública, colocou-se em fuga, danificando os cones que formavam a barreira. Os agentes tiveram que persegui-la. Por outro lado, o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Minint esclareceu que o grande objectivo de trazer os nomes das entidades não é para manchar a sua imagem, mas porque são pessoas que servem de referência para a sociedade. Isso em função das reacções que surgiram por ter tornado público que o antigo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, e o juiz de direito da Comarca do Namibe Januário Catengo foram retidos na Quinta-feira ao tentarem violar a cerca sanitária, saindo de Luanda. Waldemar José explicou que em cada um dos poderes, o poder judicial está em representação do povo no que concerne à justiça. O poder legislativo no que concerne às leis e outro, que é o Presidente da República, está em representação da Nação. “Este povo quer que, na verdade, esses representantes sejam espelhos. É por esta razão que nós trazemos os nomes deles a título pedagógico, para que, por um lado, haja aqui um entendimento do princípio da igualdade, porque as leis são aplicadas a todos os poderes”, explicou.

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