Editorial:E se o juiz tivesse passado

Estes dias têm sido de intensos debates entre aqueles que defendem as imunidades do juiz Januário Catengo, do Namibe, dizendo que ele está constitucionalmente protegido e pode circular pelo país e que, portanto, esteve mal a Polícia que impediu que o juiz voltasse de Luanda ao Namibe, por via terrestre. Há agora uma acção cojunta dos juízes nas suas organizações profissionais, associação e sindicato, o alvo é a Polícia Nacional, em última instância o Comandante-Em-Chefe. Uma segunda tentativa de passagem do juiz, escoltado e num carro oficial, terá sido também barrada. Ou seja, está na hora de o juiz presidente do Supremo ponderar se se deve manter no lugar. Entretanto, no outro lado, há os que questionam se a imunidade do juiz o protege do vírus e se o impede de o transmitir se estiver infectado. Há uma cerca sanitária, seria bom a Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate ao novo Coronavírus pronunciar- se se em algum momento o juiz do Namibe solicitou uma autorização especial para furar a cerca e se se sujeitou a algum exame que confirmasse que não está infectado e que não representa risco para as pessoas de fora de Luanda

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