Falta material de biossegurança no Zaire

As farmácias em funcionamento na cidade de Mbanza Kongo, província do Zaire, estão sem capacidade para responder à crescente procura por material de biossegurança contra a Covid-19 por parte dos munícipes. Nota-se a escassez de material de protecção individual como álcool gel, máscaras e luvas cirúrgicas nas farmácias, situação atribuída a uma suposta carência no mercado de origem, Luanda. Apenas uma das oito farmácias visitadas pela reportagem da ANGOP tem disponível álcool gel, com o frasco de 200 ml a ser comercializado a mil e 300 Kwanzas. Para contrapor a escassez de álcool e álcool em gel, os munícipes estão a usar a solução de lixívia para a desinfecção das mãos, assim como a recorrem a alfaiatarias para a confecção de máscaras de tecido.

O munícipe Eduardo Kiangebeni, 27 anos de idade, entende ser mais económico o uso da lixívia para a desinfecção das mãos do que o álcool em gel, bem como as máscaras artesanais no lugar das descartáveis. A mesma opinião é de Suzana Ndonda, afirmando que se poupa mais dinheiro comprando uma garrafa de lixívia, a preço de mil e 200 Kwanzas, que chega para preparar nove litros de solução desinfectante, do que um frasco de álcool gel de 200 ml a mil e 300 Kwanzas. Sobre máscaras caseiras, concorda também que são mais recomendáveis do que as descartáveis em termos de custos e benefício, embora reconheça a falta de qualidade de alguns tecidos que estão a ser utilizados para a sua produção

. A lavagem das mãos, desinfecção com álcool gel ou solução de lixívia, o uso de máscaras faciais em locais públicos, isolamento social, assim como o distanciamento são as principais medidas de protecção contra a pandemia do novo Coronavírus que têm sido recomendadas pelas autoridades sanitárias. As autoridades sanitárias entendem que estas recomendações são necessárias para se cortar a cadeia de transmissão da Covid-19 no país e impedir que este vírus se propague nas comunidades.

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