Famílias desfavorecidas da Ilha recebem máscaras da Fundação Arte e Cultura

A Fundação Arte e Cultura, através do seu projecto “Costura para Todos”, está a produzir máscaras para as famílias desfavorecidas da Ilha de Luanda, como forma de diminuir a pressão da Covid-19 sobre o já elevado custo de vida que têm de enfrentar

Numa primeira fase, a distribuição das máscaras de pano, reutilizáveis, contará com a parceria da Administração comunal, que vai disponibilizar um técnico de saúde para ajudar a passar a mensagem sobre a doença. Com um total de 200 máscaras, agora, a fundação cadastrará outras famílias que carecem de ajuda para posteriores acções. Segundo o director para a área social da fundação, Xavier Narciso, mais do que distribuir máscaras às famílias desfavorecidas, querem informá-las sobre a Covid- 19, principalmente sobre o modo como a máscara deve ser usada e outros cuidados a ter para evitar a contaminação. Não pretendem ficar apenas pela Ilha de Luanda, pois, em cada actuação irão identificar novas zonas com famílias desfavorecidas.

“O projecto “Costura para Todos”, da Fundação Arte e Cultura, está voltado para a formação em empreendedorismo de mulheres, dedicadas, na sua maioria, ao trabalho doméstico. É este projecto que accionamos para produzir as máscaras que são distribuídas”, diz. A Fundação tem criadas as condições para que as pessoas possam, a partir de casa, produzir máscaras. Para o efeito, estarão disponíveis dois profissionais, cada um com uma máquina de costura e as matérias-primas necessárias para facilitar o trabalho. A produção das máscaras será encabeçada pelo professor de corte e costura do Centro da Fundação, Kuzolo Kuanzambi Samuel, “Tchoboli”.

Sobre o projecto “Costura para Todos”

O projecto “Costura para Todos” nasceu em 2019, na Ilha de Luanda, e é uma réplica do projecto Etu Voci (expressão em língua Umbundo que significa “todos nós”) que se resume no sentimento de partilha comunitária deste projecto de empreendedorismo. A iniciativa consiste em proporcionar formação técnica em corte e costura a raparigas e mulheres, visando a aprendizagem de um novo ofício, permitindolhes alcançar, não só a segurança financeira, mas, também, a confiança que resulta da capacitação. Peças de vestuário, bolsas e outros acessórios femininos são confeccionados e comercializados por um grupo de mulheres motivadas a prosseguir com o projecto, buscando crescente aprimoramento profissional.

A Fundação Arte e Cultura, que dirige o projecto, tem o seu forte na inserção social das famílias em situação de grande vulnerabilidade e no apoio às artes e à cultura angolana. Recentemente, inaugurou o Cento Cultural e sede na Ilha de Luanda, onde centenas de crianças e adolescentes participam nas mais diversas áreas de formação, como as artes plásticas, o artesanato e corte e costura; a música, nomeadamente guitarra, piano, percussão e canto; a dança, o ioga e a ginástica; a superação escolar e a informática, entre outras actividades.

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