Canais de distribuição de água no Mussulo serão melhorados

No último encontro entre o Ministério da Energia e Águas, a EPAL, administrações municipais e instituições privadas foi levantada a questão da difi culdade por que passam os moradores do Mussulo para conseguir água, e o ministro de tutela orientou que se melhorasse os canais de distribuição

O grito de socorro dos moradores do Mussulo, por estarem a passar por dificuldades para conseguir água para consumo próprio, foi reportado pelo Jornal OPAÍS, aquando da primeira fase do estado de emergência. A situação permaneceu na primeira prorrogação do estado de emergência e até o momento os moradores queixam-se do mesmo problema.

Embora se tenha a ideia de que o Mussulo seja uma Ilha com mais casas de fi m-de-semana, existe uma comunidade com pessoas de renda baixa que passam por difi culdades de vária ordem, dadas as limitações que têm por viverem numa Ilha. Dentre as difi culdades está o acesso à água potável, que ultimamente se agravou. Numa entrevista dada ao OPAÍS, o administrador do Mussulo, Patrício Lemos, reconheceu que a distribuição de água nesta comuna tem sido difícil, mas não impossível.

Confi rma que a EPAL, dentro do plano de distribuição, tem abastecido a zona do Buraco, Tapo e do Farol, embora o Mussulo seja mais do que essas zonas citadas. Neste contexto, a administração pediu que a água fosse deixada também no Museu da Escravatura e no Embarcadouro do Capossoca, onde foram preparados alguns reservatórios e depois a Administração, junto dos marinheiros, tentará ver a possibilidade de retirar o líquido destes locais e fazer chegar à população do Mussulo Centro, Costa da Barra e Priori, por exemplo.

João Baptista Borges, ministro da Energia e Águas, em cumprimento do Programa de monitoramento da Campanha de Distribuição de Água Gratuita às Populações de zonas desprovidas de rede de água, presidiu um encontro no qual foi passada em revista a actividade desenvolvida desde o início do referido programa (28/03) até a presente data no país. Quanto ao Mussulo, devido à sua descontinuidade geográfica em relação à cidade capital, fi cou patente, no encontro, que o processo é marcado com imensas difi culdades, pelo que o ministro recomendou a afi nação do canal criado para distribuição de água àquela região de Luanda.

Camionistas com dificuldades nos bloqueios de trânsito

Para uma melhor base de relacionamento com os motoristas envolvidos na operação, está em curso o preenchimento diário de folhas de inquérito, constando as difi culdades que atravessam no seu dia a dia e sugestões para melhoria do programa de oferta de água às comunidades desfavorecidas. Entre as preocupações dos camionistas consta o bloqueio do transito, já que no KM9, em Viana, por exemplo, não foi possível os camiões cisterna acederem ao local, devido ao bloqueio do trânsito.

A prevsão é de que esta questão fi que ultrapassada depois de um encontro entre o ministro João Baptista Borges e o ministro do interior, Eugénio Laborinho. Sobre o trabalho das escolas, foi informado no encontro, pela directora Nacional de Águas (DNA), Elsa Ramos, que a nível do município de Luanda não têm problemas de energia eléctrica, existindo, sim, 51 escolas com problemas de água no município sede.

Refira-se que até ao momento, foi distribuído às populações em Luanda o volume de água de cerca de 57 853 000 litros, o que correspondente a 57 853 (cinquenta e sete mil, oitocentos e cinquenta e três metros cúbicos de água). Recorde-se que esta acção conta com o suporte de empresas privadas, tais como a Multiparques, Sinohydro, CTCE, CGGC, ANHUI, OCE, Omatapalo; diversos proprietários de camiões cisterna, bem como a colaboração prestimosa da Associação dos Camionistas Distribuidores de Água de Luanda e tem na coordenação a EPAL, apoiada pelo Gabinete de Infra-estruturas do Governo Provincial de Luanda. O número de telefone disponível para denúncia de condutas indecorosas no cumprimento do programa de distribuição de água s populações é 938080702/938080802.

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