Lufthansa pode receber um apoio financeiro de 10 milhões de Euros do Estado Alemão

Com os aviões em terra, por causa da pandemia da Covid-19, a Lufthansa considera que o apoio do Estado alemão seria um passo essencial para garantir o futuro da companhia

A principal companhia aérea da Europa, a Lufthansa, comunicou que está perto de alcançar um acordo de auxílio por parte do Estado alemão depois de este ter ameaçado cessar o pagamento, devido ao impacto do novo coronavírus. “Temos discussões intensas e construtivas com o Governo alemão” e “em nossa opinião essas discussões podem ser concluídas num futuro próximo”, disse a direção da companhia numa mensagem enviada aos funcionários e à qual a agência de notícias francesa France Presse (AFP) teve acesso.

“O apoio do Estado alemão seria um passo essencial para garantirmos o nosso futuro” e fazer com que os aviões descolassem novamente, acrescentou a direcção da companhia aérea, numa altura em que as negociações pareciam ter ficado bloqueadas nos últimos dias. As negociações, que duram há várias semanas, dizem respeito a uma ajuda total de 10 mil milhões de euros, segundo o semanário ‘Der Spiegel’. Contudo, o Estado exige contrapartidas. “Pretende deter 25,1% do capital da empresa e ter voz nas decisões”, acrescenta a revista alemã.

A administração da Lufthansa recusa-se a ser influenciada pelos poderes políticos dos países em que actua – Alemanha, Áustria, Suíça e Bélgica –, na condução dos negócios. Na Suíça, o Governo garantirá 1,2 mil milhões de euros de empréstimos às subsidiárias suíças da Lufthansa, a Swiss e Edelweiss. Na Áustria, a Austrian Airlines (AUA), uma subsidiária da Lufthansa, pediu na última semana um auxílio público de 767 milhões de euros para superar o impacto da pandemia de Covid-19. A Lufthansa realiza uma assembleia-geral nesta Terça-feira, dia 5 de Maio (hoje), através de tele-conferência.

Ryanair nos céus de Portugal até 14 de Maio A Ryanair mantém os vôos de Lisboa para Dublin (Irlanda) e Londres/Stansted, no Reino Unido, até ao dia 14 de Maio, segundo a programação de voos divulgada pela companhia de baixo custo irlandesa na semana passada. A companhia aérea divulgou uma lista de 17 rotas que vai operar até 14 de Maio, indicando apenas que serão “vôos diários ou semanais”, sem especificar. A Ryanair indica que vai voar de Dublin para Londres/ Stansted, Londres/Gatwick, Birmingham, Edimburgo, Bristol, Glasgow, Manchester, Amesterdão, Bruxelas, Berlim e Colónia, além de Lisboa.

A partir de Londres/Stansted, a companhia vai voar para Eindhoven, Cork, Berlim e Budapeste, além de Lisboa. A Ryanair tem mais de 99% dos seus aviões em terra, devido às restrições às viagens impostas pela “maior parte dos países da União Europeia”, diz uma informação da transportadora, onde acrescenta que “apoia totalmente as medidas dos governos da União Europeia”.

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