Carta do leitor: ‘O impacto da COVID nos remete à terceira guerra mundial’

A primeira vez que estive confinado por algumas horas, entre quatro paredes, foi em 1999 e em 2001, aquando da passagem do século vinte para o século vinte e um, e do acontecimento do primeiro eclipse solar na altura. A informação insipiente fez com que vizinhos, familiares e “líderes” religiosos propagassem a informação de um possível fim do mundo. Imbuídos de uma fé inquestionável, muitos foram os fiéis que fizeram devoções a falsos profetas visionários.

Reza a história que muitas famílias perderam seus haveres por ocasião deste acontecimento que nunca veio a acontecer. E, passadas cerca de duas décadas, cá estamos nós presenciando um acontecimento “suis generis” que veio alterar o “modus vivendis” dos habitantes deste cosmo. Não vivi a crise da grande depressão de 1928, muito menos as duas primeiras guerras mundiais, mais o impacto desta pandemia nos remete a uma terceira guerra à escala mundial, onde o inimigo é um vírus que atende pelo cognome de Covid-19, enquanto outros ainda o apelidam de Corona, que sofre mutações.

O vírus trouxe para o nosso campo lexical a frequência acumulada de termos como “distanciamento social, confinamento, quarentena domiciliar e institucional, quarentena, isolamento, transmissão local e comunitária”. O dito cujo está a ganhar na concorrência ao VIH, como se diz na gíria, está a dar ‘cambangula’ à malária e às demais doenças que nos assolam. Estamos numa guerra em que o principal mecanismo de defesa é lavar as mãos com água e sabão, usar máscaras, ficar em casa e a desinfecção dos locais públicos. Estamos em Maio e as estatísticas ainda continuam favoráveis para África, há quem diga mesmo que o recolher obrigatório foi pior. Por isso, fique em casa.

Paciência Paulo Luanda

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