Escritor e jornalista Jimmy Rufino morre aos 58 anos vítima de doença

Escritor, jornalista cultural e económico,Jimmy rufino iniciou-se na escrita em 1982, pela via de pequenas crónicas literárias que eram rádio difundidas no programa dia Novo da rádio Nacional de Angola, em cuja redacção cultural colaborou durante vários anos

Faleceu esta Terça-feira,5, aos 58 anos, vítima de doença oncológica, o escritor e jornalista angolano, Luís Martins de Carvalho Rufino, conhecido nas lides literárias por Jimmy Rufino. O escritor, que durante cinco anos foi revisor e cronista do Jornal OPAÍS, padecia de uma doença oncológica que, segundo fontes próximas ao escriba, teria sido tratada em breve no exterior do país, mas por motivos de vária ordem, tal assim não aconteceu.

Autor dos livros de poesia “Kianda Kiá Ngola” editado em 2006, pela Chá de Caxinde e “Egos da Karne”, em 2014, pela União dos Escritores Angolanos, Jimmy Rufino deixa muitas obras inéditas de ensaio, poesia e ficção. Jimmy Rufino era a assinatura artística com a qual o escriba, Luís Martins de Carvalho Rufino, seu nome de registo se identificava. Nascido no Bairro Sambizanga, arredores de Luanda, a 10 de Maio de 1962, era Jornalista Cultural e Económico, tendo enveredado para o universo da escrita em 1982, por via de pequenas crónicas literárias que eram rádio-difundidas no programa “Dia Novo” da Rádio
Nacional de Angola, em cuja redacção cultural colaborou durante vários anos.

No mesmo ano, ingressou na Brigada Jovem de Literatura em Luanda, na qual, por diversas vezes, desempenhou cargos de direcção, colaborador regular do suplemento Vida e Cultura do Jornal de Angola, tendo coordenado também o Ponto de Partida, suplemento literário da então Brigada Jovem, mensalmente publicado nas páginas do Vida e Cultura.

Oficina Literária

Em 1988, Jimmy Rufino fundou e coordenou a Oficina Literária José Martí, no Bairro Popular, tendo ainda se responsabilizado pelo folheto literário denominado “A Mulembeira”, com circulação no respectivo bairro, na Brigada Jovem de Luanda, na Rádio Nacional de Angola e em diversos círculos intelectuais da capital do país. Jimmy Rufino possui, desde os memoráveis anos da década de 80, diversos textos artísticos de ensaio e de crítica literária publicados em órgãos e publicações diversas, no país e no estrangeiro.

Autodidacta, era investigador cultural, na vertente do estudo e da pesquisa da Música Popular e do Carnaval Angolanos, da Música e da Cultura Afro-brasileira, das Musicalidades Africanas, da Música Negro-Americana e do Jazz, cujos domínios tinha-os já elaborados alguns ensaios destinados à futura publicação de obras literárias. Jimmy Rufino realizou e apresentou programas radiofónicos de análise e divulgação cultural, especialmente na vertente musical, nomeadamente nos programas A Grande Musica Negra e JazzJ7, pelas antenas da FM/Stereo, em Luanda. Foi desde 1996, membro da União dos Escritores Angolanos.

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