PRS denuncia agudização das dificuldades sociais no Leste do país

com o somar das dificuldades, o partido apela sobre a necessidade da adopção de medidas urgentes com vista a acudir as populações da fome e da miséria que as apoquenta

O presidente do PRS, Benedito Daniel, disse, ontem, que, nos últimos dias, as dificuldades socias na zona Leste do país têm vindo a agudizar-se, afectando centenas de famílias. Conforme explicou, as dificuldades na zona Leste, que compreende as províncias das lundas Norte e Lul e Moxico, não constituem assuntos novos. Mas, frisou, nos últimos tempos, em função das medidas impostas pelo estado de emergência, no âmbito das acções de prevenção e de combate à Covid-19, as necessidades têm vindo a aumentar de forma assustadora.

A região, segundo Benedito Daniel, tem conhecido o somar das dificuldades sobretudo durante o período de estado de emergência, em função das limitações das actividades comerciais impostas pelo actual contexto. O político, que falava ontem ao OPAÍS, apela para a adopção de medidas urgentes para acudir as populações da fome e da miséria. De acordo com Benedito Daniel, muitas famílias locais sobreviviam das actividades fronteriças, mediante a troca de serviços e de produtos .

Porém, com o encerramento das fronteiras e a limitação das actividades comerciais, essas populações têm vindo a conhecer dias difíceis. No entanto , ante a situação, que considera crítica, Benedito Daniel disse ser necessário que haja um plano concreto de assistência às populações locais para evitar que se venha a registar cenários piores. “Antes mesmo de ser decretado o estado de emergência, nós andamos por essa região do Leste e pudemos sentir, na primeira, pessoa as dificuldades que os nossos concidadãos passam. Agora, com as limitações impostas pelo actual contexto, a situação piorou. É preciso uma intervenção séria”, apontou.

Prevenir para não remediar

Para Benedito Daniel, se por um lado é verdade que a Covid-19 é um inimigo imprevisível que apanhou o mundo de surpresa, por outro lado, apontou, as acções do Governo angolano foram sempre na perspectiva de remediar. Conforme esclareceu, caso se tivesse dado há mais tempo poder às administradores e governos locais, “muitas das dificuldades actuais não poderiam existir”. De acordo com o político, o Executivo angolano insiste em centralizar o poder em Luanda, facto que dificulta o desenvolvimento das comunidades e atrasa o progresso social.

“As dificuldades que as nossas populações vivem são do conhecimento das administrações locais. Mas, infelizmente, essas também não têm poder para dar solução, porque dependem de uma série de expedientes a partir de Luanda. O que é mau”, deplorou, tendo acrescentado que “quem está em Luanda dificilmente poderá dar resposta real e concreta às dificuldades de quem vive no Moxico”.

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