Uma pessoa pode transmitir covid-19 a quatro outras

uma pessoa infectada pela Covid-19 tem, em média, a capacidade de infectar duas ou quatro outras no máximo. E cada uma das quatro infectadas tem o poder de infectar igual número, daí o crescimento exponencial da doença, revelou, ontem, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

Franco Mufinda, secretário do estado para a Saúde Pública

O governante anunciou que nas últimas 24 horas o país não registou qualquer caso positivo de Covid-19, mantendo-se os 36 casos confirmados, com dois óbitos e 11 recuperados, em declarações à imprensa na habitual sessão de actualização dos dados sobre a pandemia no país, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo. Porém, garantiu que os 23 casos positivos que se encontram nas unidades sanitárias de referência estão clinicamente estáveis.

Afirmou que a transmissão local detectada, a partir de dois casos importados, nomeadamente os Casos 26 e 31, passou a preocupar as autoridades sanitárias. Franco Mufinda explicou que muito antes do surgimento de ambos, os únicos que acabaram por expressar o poder de contágio, no país não se falava do “valor R” (risco de contagio). Entretanto, esclareceu que se entende por valor R, o poder que tem o sujeito já contaminado de infectar outras pessoas ou transmitir o vírus. Por essa razão, fez saber que até ao vigésimo quinto caso não havia esse poder registado no seguimento feito. Isso começou a acontecer no 26º caso. Trata-se de um individuo que serviu de fonte de contágio do vírus para nove membros da sua família.

“Sendo assim, até ao 25º caso, o nosso valor R praticamente era de 0 (zero), de modo que não havia poder nenhum de contagiar, olhando para a gestão da Covid”, explicou, esclarecendo que com o surgimento desses dois casos passou-se a ponderar o que chamam de valor médio de contágio de pessoas. Disse ainda que esse poder manifesta-se quando alguém passa a doença a outras pessoas.

O que foi convencionado sobre a Covid-19 é que varia entre dois e quatro, ou, em média, 2,6. “Uma pessoa infectada pela Covi-19 tem, em média, a capacidade de infectar duas pessoas ou, no máximo, quatro. E cada uma das quatro infectadas tem o poder de infectar outras quatro pessoas. Daí o crescimento exponencial que se verifica dessa doença”, explicou. Garantiu que o Ministério da Saúde conta com equipas de saúde pública e de resposta rápida que vão implementando a investigação activa e passiva.

Mais 700 amostras para teste de Covid-19 em processamento

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, revelou, ontem, em Luanda, que há 766 amostras para exame de Covod-19 em processamento, realçando que o laboratório tem um acumulado de 4.306 amostras colhidas até ao momento, pelo Instituto Nacional de Investigação de Saúde, das quais 36 positivas e 3.504 negativas. Em quarentena institucional estão 1.047 pessoas. Os casos suspeitos são em número de 414. Já em termos de contactos directos e ocasionais até agora contam-se 996 pessoas a serem controladas. Sobre a transmissão local, o país tem nove casos confirmados.

Prosseguem as campanhas de sensibilização sobre a Covid-19 em outras províncias

Franco Mufinda disse, ontem, que foram realizadas campanhas de sensibilização da população sobre o rastreio de passageiros, colheitas de amostras, capacitação dos técnicos em matéria de biosegurança, gestão de casos e desinfecção de mercados e lojas, entre outros, nas em províncias do Bengo, Bié, Benguela, Cabinda, Cunene, CuanzaNorte e Zaire. “Também continuamos com a formação em cuidados intensivos dos enfermeiros, ao mesmo tempo que decorre outra formação para a classe médica no mesmo escopo, que são os cuidados intensivos para não intensivistas”, informou.

O secretário de Estado para a Saúde Pública fez saber que o Centro Integrado de Segurança Pública recebeu 185 chamadas, todas relacionadas com pedidos de informação sobre a Covid-19.

Quanto a medidas de protecção, o governante realçou a permanência das pessoas em casa, o uso de máscara em locais indicados, a observância do isolamento social, a lavagem frequentemente das mãos com água e sabão e o cumprimento das medidas estabelecidas no decreto do Estado de Emergência. de realçar que, para prevenção e combate à Covid-19, o país observa, desde às 00h00 dia 26 de Abril, o terceiro período do estado de emergência, a vigorar até às 23h59 do dia 10 de Maio, cumprindo-se 45 dias consecutivos de confinamento

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