Banco Millennium Atlantico com contas de exercício 2019 aprovadas

A instituição bancária teve um incremento de 12 por cento nos seus lucros face a 2018, embora abaixo do previsto face ao contexto

O resultado é fruto de uma forte aposta em medidas de eficiência, que permitiram uma redução dos seus custos operacionais em 8,2%, face a 2018, o que resultou num rácio de cost-to-income (CTI) recorrente de 47% (menos dois pontos percentuais do que no exercício anterior).

A instituição bancária realizou a 28 de Abril útimo, em Luanda, a sua Assembleia Geral, que dentre várias acções aprovou as contas do exercício de 2019, período em que a instituição atingiu um resultado líquido de 30,5 mil milhões de Kz. Em 2019, o Atlântico concluiu, de igual modo, com sucesso o exercício de Avaliação da Qualidade dos Activos (AQA), promovido pelo BNA, tendo fechado o exercício com um rácio de solvabilidade regulamentar (RSR) de 14,5%. Em nota distribuída à imprensa, o banco informa que continuou o seu investimento no fortalecimento das ferramentas de controlo interno, direccionando o seu foco para a gestão dos riscos de balanço, destacando-se um rácio de crédito em risco de 15,7% (menos 1,2 pontos percentuais do que no exercício anterior) e um rácio de cobertura de crédito em risco por imparidade de 130% (mais 29 pontos percentuais do que no exercício anterior).

O banco reforçou também o fortalecimento das ferramentas e processos de combate ao branqueamento de capitais e de financiamento ao terrorismo. O mote do Atlântico para 2019 foi “Diferentes pelo Cliente”, em linha com a implementação do Plano Estratégico “ATLANTICO 2.1”, destacando-se a aposta em três pilares.

O primeiro pilar, consistiu na universalidade materializado com o forte investimento efectuado na sua plataforma de onboarding digital, que permitiu aumentar significativamente a sua capacidade de captação de clientes para 2.500 clientes/dia, o que permitiu um aumento da sua base de clientes em cerca de 40%, ultrapassando a meta de 1,8 milhões de clientes. Por outro lado, reforçou o seu posicionamento universal com o desenvolvimento de uma proposta de valor que simplifica o acesso do segmento de famílias e negócios de baixa renda ao sistema financeiro, sob o lema “simplificar para bancarizar”.

Outro pilar, inovação digital, reforçou a aposta no desenvolvimento e implementação de soluções digitais que permitiram a realização de operações de banca remota, à escala dos seus mais de 1,8 milhões de clientes e em alta disponibilidade (24/7), destacando-se o upgrade da placa tecnológica que permitiu a oferta de produtos e serviços em alta disponibilidade, o lançamento de uma plataforma, pioneira no mercado angolano, de mobile banking para telefones tradicionais, sem consumo de saldo de voz ou dados (*400#); e a disponibilização aos seus clientes da possibilidade de realizar as principais operações bancárias, em 24/7, em um terço da sua rede de agências, com a implementação de um parque de 35 máquinas de depósitos.

Com o terceiro pilar, parceiro de investimento, o Atlântico manteve um lugar de destaque no financiamento às famílias e às empresas, tendo reforçado as suas relações com contrapartes internacionais, através da contratualização de linhas de financiamento, com o Commerzbank e com a IFC (International Finance Corporation) para apoio à diversificação da economia.

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