Especialista defende nova técnica para asfaltagem de estradas

O especialista angolano Kapila Silvino Sopa Chissama defendeu, esta semana, uma nova técnica para a aplicação de camadas de desgastes, no processo de esfaltagem das estradas, com a utilização de materiais locais

Kapila Silvino Sopa Chissama defendeu com distinção este processo no final da sua tese de Doutoramento em Sistemas de Transportes, na especialidade de pavimentos rodoviários, no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa (Portugal), a partir do Huambo, via teleconferência.

O corpo de jurados, por unanimidade, ressaltou o trabalho do angolano que, através da técnica SMA (Stone Mastic Asphalt) e ao contrário do Asphalt Concrete – AC 14 (ligantes aplicados a quente) que é utilizada no país, fez a mistura de materiais como brita, betume e borracha, sendo este último material reciclado de pneus usados para contrapor a fibra que habitualmente é usada nesta técnica.

Através de estudos, acrescentou, foi comprovado que a borracha, além de evitar o escorrimento de betume neste tipo de mistura melhora também a sua resistência e reduz ainda mais os custos.

Explicou que esta é uma camada aberta que, em termos de resistência e comportamento mecânico, suporta melhor as cargas.

De acordo com Kapila Chissana, apesar de se apresentar entre 15 e 20 por cento um pouco acima do valor médio das outras técnicas utilizadas no país, porém com a mesma ganha-se do ponto de vista da manutenção e conservação, uma vez que neste domínio é menos onerosa.

Para este especialista, a vantagem da utilização desta técnica consiste no facto de usar sobretudo material local, sendo que com isso poderia ajudar no processo de recuperação das estradas nacionais.

Para objecto de estudos, o material foi aplicado num trecho experimental, no troço Cuima/ Cusse, no município da Caála (Huambo), isto com autorização e apoio do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA).

Referiu que o material aplicado nos 100 metros experimentais desta via, também conhecida por Estrada Nacional 354 que liga o Huambo à Huíla, foi produzido na zona da conhecida Pedra Cuca, na central da empresa ELEVO.

No entanto, após este processo, foram novamente recolhidas amostras para a realização de testes em Portugal.

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