Editoral: Estado de Emergência- Parte III

Começa a vigorar a partir de hoje, em todo o país, a terceira fase do Estado de Emergência, depois de mais uma prorrogação feita pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.

Longe das medidas mais duras adoptadas anteriormente, no que concerne ao retorno aos postos de trabalho e restrições quanto à abertura dos mercados informais e até mesmo da venda ambulante, o novo período concede mais tempo.

Estas aberturas ocorrem numa fase em que aumentam os casos locais em Luanda. E como garantem os próprios responsáveis do Ministério da Saúde, caso não haja os cuidados necessários, sobretudo em termos de prevenção, a contaminação comunitária poderá ser uma questão de dias.

Se, inicialmente, era ao Executivo a quem se imputava maior responsabilidade no referido processo, desde a entrada dos polémicos vôos provenientes da Europa, ao condescender devido ao colapso económico, as dificuldades de sustento das famílias e provável encerramento de algumas empresas, sobretudo as pequenas e médias, as autoridades acabam por cobrar também de todos, mormente os críticos, parte do ónus caso a situação fuja do controlo. Depois dos apelos de sensibilização, as campanhas desenvolvidas com recurso a figuras públicas, políticos, religiosos e não só, chegou o momento de cada um mostrar o quanto é um dos artífices do sucesso que o país poderá ter neste combate ao coronavirus. Ou, então, culpado pelo que vier a acontecer.

Que cada um, então, sobretudo em Luanda, faça a sua parte para que saiamos vencedores. E Angola agradecerá.

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