Em angolês nos

“Tava numa banda quando misopraram que no mbanji o tacho era um kapuxafunji(*). Através do buba, atirei um fio: -Misperam ! – zuelei- tô a vuscair.

“Bazei contra o Kero, a procura dum frasco de uvas fermentadas, para apertar com o kapuxafunji”.

“Sistranhei com os preços e depois satrapalhei, nem sabia a marca do líquido cocria”. Uma camuzunza me colou e me deu o toque.

“Bazei. Kinguilei o bote na paragem”:

-Fezada !

( O nduta era mo wi. ) “

“Quando ia zonzar o cobele, o ndunda berrou “ xe, Kiavulanga, é comintão? Stas siestranhar só porque babaste no Kero? Mixiuuu!

“(txatxatxatxa!!!)

“Kota, vou te mabossar memu: desci e apertei os pisos, em direcção ao dibitu, encontrei jikado . Precisei distrincar o trinco. “ “

Encontrei o kapuxafunji ainda não estava pronto – e a mana, na cozinha, tava mbora a golar umas. “”Fiquei ngone. Nepussivel !!! A que horas é que vamos abater o kapuxafunji, tô muito diobado?- Nunstressa. Nutasaver tofazeque? -A bilada numtajá no fogão?”

Um kobele contou-me em Benguela esta história:- Kota está desactualizado. – Até que não. – Tá dá pra galar na tua xipala,ya?- Olha, respondi-lhe, uma língua nova pode nascer da inadaptação da língua antiga a novas situações. -Taver ! O kota fala caro. -Não é isso, tu falas como sentes o pulsar da vida na tua comunidade.- Kota, no meu mbanje ! No meu mbanje !!!- Sim, sei:nos becos e nos mercados dos bairros, sobretudo, no ndonga, tenho ouvido as pessoas expressarem-se neste nova língua. Depois disso, passou a falar com o nduta:

– Wei , tá favorável ? – Bem ndungudi, mo camone, quando pausar vamos apertar umas cucamicinas !!Desembarquei do candongueiro e fui ao restaurante “ Leitão no forno” apertar um “cupito” de vinho tinto.

(*) Kapuxafunji. Peixe kabuenha, seco. Dizem que basta seis deles para o comensal acabar sozinho uma tigela de funji.

Kajim Bangala

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