Sector privado chamado alavancar escoamento agrícola

Orçado no valor global de Kz 16 mil milhões, o programa de crédito à produção vem facilitar o escoamento dos produtos do campo. O principal objectivo é fazer do sector privado o motor e o Executivo ser o facilitador, proporcionando linhas de crédito com taxas bonificadas

O director Nacional do Comércio Interno e Serviços Mercantis, Estevão Chaves, avançou que o crédito à produção tem um período de vigência de 24 meses, carência de 180 dias e uma taxa de juros de 9%.

“O programa vai permitir fazer acordos com o produtor para o fornecimento do produto e os bancos vão pagar directamente ao produtor. A medida serve para potencializar os agricultores”, garantiu.

No que tange o lançamento das linhas de crédito anunciadas, o responsável sublinhou que, algumas pessoas já começaram a beneficiar dos mesmos e a desenvolver as suas actividades mas, aspira-se por maior impacto no escoamento dos produtos.

O responsável garantiu que um dos principais objectivos das acções em curso é “retirar a intervenção do Estado no processo de compra e venda dos produtos”.

Esteväo Chaves, referiu que após aprovação do programa, o Ministério do Comércio iniciou um trabalho de divulgação a nível das administrações municipais que consistiu na recolha de informação indicadora.

O responsável disse que foi feito o mapeamento dos agentes rurais por províncias e municípios. Nesta senda, o país conta com mais de 300 agentes comerciais. “É preciso esforço e tempo para continuar o trabalho de mapeamento que foi realizado no período de Agosto a Dezembro nas províncias de Malanje, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Huambo, Benguela e Bié. No entanto, existem províncias onde o trabalho está por concluir”, salientou.

Estevão Chaves revelou que foram realizadas formações de técnicos em termos estatísticos em seis das 18 províncias do país, mas o processo teve de ser suspenso, tendo em conta a pandemia da Covid-19.

“Assim, durante a vigência dos financiamentos teremos conhecimento dos produtores e sua localização a nível dos municípios onde houve participação do Ministério da Agricultura”, ressaltou.

Segundo o responsável, o programa tem acções de nível empresarial e Estatal. Sendo assim, o Executivo está a disponibilizar as infra-estruturas e criar as linhas de financiamento, de modo que os operadores privados possam produzir. No entanto, quem irá tratar do escoamento é o sector privado.

Questionado sobre a falta de silos em funcionamento, respondeu que tem sido um grande constrangimento no crescimento da produção nacional, pelo facto de a falta de tais estruturas ser um grande “calcanhar de Aquiles” para a conservação da produção.

“Temos silos em estado de abandono no Huambo, Benguela e Malange e as infra-estruturas estão a ser cedidas agora aos privados para melhorar a sua dinamização, contudo, não é suficiente para dar resposta a nível nacional”, explicou.

Estevão Chaves adiantou que no âmbito no PAC os privados podem concorrer aos créditos para a criação de estruturas desta natureza. “Existem linhas de créditos específicas para infraestrutura logística e estão disponíveis para pessoas interessadas em construir armazéns ou silos”, garantiu.

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