Burundi expulsa representante da OMS durante campanha eleitoral

O Burundi expulsou o chefe nacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) durante a campanha presidencial das eleições, onde os políticos avançaram com grandes comícios, apesar do risco da pandemia de coronavírus.

O governo confirmou, na Quinta-feira, que uma carta do Ministério das Relações Exteriores, de 12 de Maio, foi enviada ao responsável, no país, da OMS, Walter Kazadi Mulombo, e três assessores que as ordenaram na Sexta-feira.

A votação de um sucessor do presidente Pierre Nkurunziza, cujo governo foi acusado, repetidamente, de violar direitos e já havia expulsado outros representantes de organismos internacionais, deve ocorrer em 20 de Maio.

Bernard Ntahiraja, ministro assistente de Relações Exteriores, confirmou que os funcionários da OMS foram declarados “persona non grata”, mas não deu as razões. Não houve comentários imediatos da OMS, que é uma agência das Nações Unidas.

Até ao momento, o Burundi relatou um número relativamente baixo de casos da doença Covid-19: 27 infecções e uma morte.

Em 2018, expulsou os investigadores da ONU que inquiriam alegações de violação de direitos. As Nações Unidas já haviam acusado o pessoal de segurança e uma milícia do partido no poder de orquestrar estupros, torturas e assassinatos de gangues.

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