40 dos 48 dos pacientes de Covide-19 são assintomáticos

40 (85 por cento) dos 48 cidadãos infectados pela Covid-19 são assintomáticos e oito (15 por cento) apresentam várias sintomatologias, revelou, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

Franco Mufinda fez esta revelação na habitual actualização de dados sobre a pandemia no país que decorre diariamente no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, com o objectivo de esclarecer a evolução da doença.

Esclareceu que nas últimas 24 horas não houve novos casos. Mas conseguiu-se mais três recuperações, perfazendo assim, um total de 17 casos recuperados, 29 pacientes clinicamente estáveis e dois casos que resultaram em morte.

Este especialista em Saúde Pública explicou que dentre os pacientes que se encontram a ser assistidos, as pessoas que expressaram febre representam 15 por cento. Entre as que têm sintomas, apenas 25 por cento expressaram temperatura acima de 38 graus centígrados e 10 por cento expressaram dificuldades respiratórias, 5 por cento expressaram mal-estar geral e 5 por centro apresentaram calafrio.

Por outro lado, disse que 15 por cento apresentaram dor de cabeça, 5 por cento fadiga e tosse, dos 48 casos até ontem reportados positivos no país.

“Quando olhamos os 21 casos de transmissão local, já descartamos dos 48, ficamos com 27. Analisando a proveniência da doença, 78 por cento provém de Portugal, 22 por centos são de outros países como Espanha, África do Sul, Cuba, Brasil e França”, detalhou.

Salientou que os casos de transmissão local mantêm-se 21.

Sobre as análises clínicas de casos suspeitos e não só, Franco Mufinda explicou que o Instituto Nacional de Investigação em Saúde desde a colheita da primeira amostra até a data presente examinou 6. 236 amostras, dos quais 48 positivas, 5.687 negativas e 501 encontram-se em processamento.

Em quarentena institucional encontram-se 720 pessoas e há 436 casos suspeitos, enquanto 1.111 cidadãos estão sob vigilância, por terem mantido contacto com portadores da Covid-19. Entretanto, 129 pessoas receberam alta da quarentena, dentre elas 87 são de Luanda, 21 de Cabinda, nove do Zaire, oito do Uíge e três nas províncias de Benguela e Bié, cada uma com igual número.

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) registou 81 chamadas, das quais uma denuncia e 80 pedidos de informação sobre a Covid-19. Entretanto, as equipas de resposta rápida receberam três alertas de casos suspeitos, que após investigação foram descartados, porque não reuniam os pressupostos de casos suspeitos da Covid-19.

Maianga lidera quantidade de casos

Franco Mufinda fez saber que por causa do surgimento de casos no bairro Cassenda, município da Maianga, a distribuição geográfica mudou. Este município passou a liderar com 14 casos activos, dois recuperados e um óbito, se comparado com os demais municípios que reportaram também casos neste leque de 48 positivos.

Nesta senda, disse que Belas tem actualmente cinco casos activos, seis recuperados e um óbito. Já Talatona conta com seis casos activos e quatro recuperados. No que respeita ao município de Belas, somando os casos com Talatona passam a registar 11 casos activos, 10 recuperados e um óbito. Já no Kilamba Kiaxi três casos activos, um recuperado, enquanto o município de Cacuaco tem um recuperado.

Actualmente o município do Cazenga conta com seis casos activos, Ingombota dois recuperados e o Sambizanga um activo e um recuperado.

Por outra, contou que a distribuição etária também mudou, sendo que a concentração dos infectados está à volta dos 77 por cento na faixa etária dos 20 aos 59 anos de idade e a predominância de género contínua masculina, com 68 por cento.

De acordo com Franco Mufinda, as províncias continuam a trabalhar com a colheita das amostras e o respectivo envio a Luanda. As autoridades sanitárias estão também a fazer algumas acções de capacitação dos técnicos na província de Benguela. Em Cabinda promoveu-se alguns encontros de sensibilização da população, bem como noutras províncias.

“Apesar de termos essa vivência com a Covid-19, mantemos os cuidados de saúde que são os serviços essenciais. Apelamos às mulheres gravidas a continuarem a realizar as consultas de pré-natal”, disse.

Franco Mufinda apelou ao cumprimento das medidas do estado de emergência, designadamente lavar frequentemente as mãos com água e sabão, o uso da máscara nos locais indicados, a permanência das pessoas em casa e a observância do isolamento físico.

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