GPL desembolsa mais de KZ 50 milhões para remoção da grua do Prenda

O Governo Provincial de Luanda (GPL) está a desembolsar 57 milhões, 707 mil e 650 kwanzas para se proceder à remoção da grua que há mais de 40 anos põe em perigo a vida de cerca de 490 pessoas residentes nos lotes do bairro Prenda, Distrito Urbano da Maianga.

A operação de remoção dessa torre que durante décadas aterrorizou a vida dos moradores já teve início e deverá decorrer em 30 dias, de acordo com uma nota de imprensa do GPL a que o OPAÍS teve acesso.

A execução da operação arranca com a demolição parcial de cerca de 10 moradias que se encontram num perímetro que vai facilitar a mobilidade de todo o equipamento, bem como dos técnicos engajados.

“As 10 famílias cujas residências serão demolidas, estão provisoriamente acomodadas em casas arrendadas pelo Governo Provincial, de acordo com a livre escolha de cada um”, garante. O GPL esclarece que o montante acima mencionado suportará os custos relacionados à demolição e reconstrução parcial das moradias, instalação de guindastes, transporte de entulhos, remoção da contra-lança da grua, engate de cabos de aço do guindaste na estrutura da lança, movimentação dos pinos e das travas que unem a parte do equipamento à torre e a retirada total da grua.

“Depois de concluídos os trabalhos, as moradias serão reconstruídas e os moradores regressarão às suas residências, evitando-se, deste modo, o realojamento numa outra localidade”.

As autoridades solicitam a colaboração de todos os cidadãos, atendendo a complexidade desta operação e havendo a necessidade de se acautelar as melhores condições de segurança para o êxito do trabalho.

Neste sentido, anuncia que os habitantes das residências que estão localizadas num perímetro não inferior a 250 metros da “grua”, no dia da retirada total do equipamento, cuja data ainda não está determinada, deverão abandonar o local das 8:00 às 16:00. Alerta que serão comunicados com a devida antecedência pela equipa coordenadora de toda a operação, cumprindo as indicações da Administração da Maianga, da Polícia Nacional e da Comissão de Moradores.

“Exorta-se a permanente colaboração da Comissão de Moradores e o diálogo construtivo, no sentido de salvaguardar, em primeiro lugar, a segurança e a vida dos munícipes residentes naquele local”, diz a nota.

A operação conta com a colaboração institucional e técnica do Ministério da Construção e do Ordenamento do Território, o qual deu início aos estudos e outras tarefas preparatórias.

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