Sector dos diamantes prevê queda de 20%por causa do Coronavirus

Neste momento, todas as minas reduziram os trabalhos de exploração

O presidente do Conselho de Administração da Endiama, Ganga Júnior, ressaltou que neste período não há mercado para comercializar diamantes e as vendas estão paralisadas.

“Em todas as minas de diamantes foram reduzidas as capacidades de exploração, tendo em conta a redução dos funcionários, na ordem nos 50% , seguindo as orientações do Executivo para travar a pandemia do novo Coronavirus no país”, explicou.

O responsável salientou que as concessões mineiras estão a trabalhar em situação de equilíbrio, com as reservas que cada uma delas fez durante o ano e com o sistema financeiro.

“Não temos pressa de vender os diamantes, tendo em conta a situação da pandemia do Coronavírus que o mundo enfrenta”, disse. Sobre as perdas financeiras, Ganga Júnior sublinhou que foi feito um cálculo global sobre o que estava previsto, uma produção de 10 milhões de quilates no presente 2020. Mas, com todas as restrições, espera-se a produção de 8 milhões.

O dirigente acredita que nos próximos quatro meses as empresas possam retomar os trabalhos a 100% . Sendo que o sector prevê uma redução na ordem dos 20%. Questionado sobre o início das actividades das empresas vencedoras de concessões para exploração de diamantes, Ganga Júnior referiu que após assinatura dos contratos, as empresas têm seis meses para início de actividade.

“O período de instalação e mobilização da mina não será a 18 meses ou dois anos”, explicou.

No que toca ao investimento nos dois quimberlitos sobre os quais o Estado realizou recentemente um concurso, avançou que não será inferior a USD 150 ou 200 milhões, ressaltando que as áreas concedidas tem potencialidades para grandes quantidades de diamantes .

Por outro lado, existem alguns quimberlitos conhecidos que ainda não foram estudados definitivamente.

Para Ganga, é preciso transformar todo o conhecimento em reservas aprovadas.

Sobre posicionar Angola entre os três maiores produtores de diamantes, Ganga Júnior referiu que para isso se está a trabalhar diariamente nas minas existentes. Disse ainda que se pretende começar a exploração experimental da mina do Luaxi e que também se registou uma “melhoria na antiga concessão e nos quimberlitos que foram descobertos e estão a ser estruturados, de modo a aumentar a capacidade de produção. “A meta é em 2022 consolidar essa posição, rematou.

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