‘Estariam correndo grande risco’: media do Irão avisa EUA contra acções sobre navios rumo à Venezuela

Uma agência de notícias do Irão avisou os EUA contra a tomada de acções contra vários petroleiros de bandeira iraniana que transportam combustível para a Venezuela, tal como ameaçou Washington.

“Se os EUA, tal como os piratas, pretenderem criar insegurança nas vias navegáveis internacionais, iriam correr um grande risco e certamente isso não passará sem consequências”, avançou a agência de notícias Nour relativamente a informações de que navios de guerra dos EUA estariam a caminho para interceptar os petroleiros no Caribe.

Na Quinta-feira (14), um responsável oficial dos EUA disse à Reuters que o Governo do país estava a ponderar tomar possíveis acções contra o envio de petroleiros.

“Não é apenas indesejável para os EUA, mas também para a região, nós estamos a considerar medidas que possam ser tomadas”, afirmou a autoridade, indicando que Washington acredita, com um “elevado grau de certeza”, que Caracas pretenderia pagar pelo combustível com ouro. Por sua vez, o embaixador do Irão na Venezuela negou categoricamente as alegações.

Ontem, a Marinha dos EUA publicou fotos de quatro navios de guerra – três destróieres de mísseis guiados e um navio de combate costeiro – em patrulha na região do Caribe.

Navios da Marinha dos EUA USS Detroit, USS Lassen, USS Preble e USS Farragut navegam em formação durante a realização de operações de segurança marítima na área de responsabilidade do Comando do Sul dos EUA.

De acordo com relatos, cinco petroleiros de bandeira iraniana transportam combustível refinado à Venezuela, onde as sanções dos EUA, implementadas há mais de um ano, têm causado danos à economia venezuelana, bloqueando importações de produtos necessários para manter as indústrias em funcionamento.

Como consequência, em Janeiro deste ano o país sul-americano foi obrigado a encerrar a sua última refinaria de petróleo, significando isso que, embora a sua principal matéria-prima de exportação seja o petróleo, a Venezuela vive actualmente uma situação de escassez de combustível refinado.

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