Carta do leitor: Sempre a ganância

Por: Castro Lima
Luanda

Caro director do jornal OPAÍS

O estado de emergência, está a ser motivo para muitas candongas. Por exemplo, todas as pessoas devem andar de táxi usando a sua máscara e os táxis devem levar só um terço das pessoas que levavam antes. Estas medidas são boas e toda a gente apoia, porque são para proteger a nossa saúde.

Só que que, como o Governo não aumentou o número de autocarros, mas muita gente voltou ao trabalho, incluindo as nossas manas empregadas domésticas, as paragens de táxis ficam muito cheias, há luta para entrar no táxi.

Alguns taxistas arriscam mesmo e põem mais pessoas, porque alguns polícias também já viram que podem facturar. O Pente, ou a gasosa, voltou. Eu já vi, num táxi em que estava, o motorista a descer para ir entregar a “carta” de condução no polícia e a apertar a mão. Só que apertar a mão está proibido, não se recomenda, nem mesmo entregar os documentos em mãos. Eu vi isto perto do Talatona, perto das bombas da Sonangol.

Assim, este país nunca vai mudar, a ganância estraga tudo. Mas se até lá os de cima também estão a se facturar, vamos fazer mais como então?

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