Editorial: Há que inventar solidariedade

A pobreza vai aumentando em Angola. Há cada vez mais novos pobres, porque fecham empresas, porque a economia não se consegue livrar da armadilha do petróleo.

Mas há gente resiliente também, que não cruza os braços que não se entrega, sobretudo jovens. No meio de toda a desgraça, eles usam a força da sua idade para manter acesa a luz da esperança. Desdobram- se como podem em acções de solidariedade, distribuindo comida, ensinando crianças e intervindo no ambiente. São poucos, mas fazem uma diferença do tamanho do país. Alguns em grupos organizados, mais numerosos, mas há os que agem quase sozinhos, anónimos, quando podem, que dão tudo nestas vezes em que podem.

Agora, nas grandes cidades, sobretudo, a fome saiu à rua, remexe o lixo, é uma parte de Angola na indigência, uma parte de cada angolano. Há que inventar imediatamente solidariedades, há que acabar com a fome.

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