Fundo de Solidariedade apoia luta contra a praga de gafanhotos

A presidente do Fundo de Solidariedade Africana (ASTF, na sigla inglesa), Fátima Jardim, assinou ontem, em Roma, o documento que formaliza o apoio de emergência no valor de um milhão de dólares para reforçar a capacidade de resposta dos países da África Oriental afectados pela praga de gafanhotos do deserto

Este documento foi objecto de análise e aprovação, em Fevereiro último, pela 23ª reunião do Comité Director do Fundo, presidido por Angola, na sequência do apelo da FAO ante esta praga, que afecta a segurança alimentar e nutricional dos países do “Corno de África”, segundo a Angop.

De acordo com a FAO, a actual praga dos gafanhotos do deserto é uma ameaça sem precedentes à segurança alimentar e meios de subsistência, sobretudo na Etiópia, no Quénia e na Somália.

É considerada a praga migratória mais perigosa do mundo e para controlar o seu alastramento, a FAO necessita de cerca de 76 milhões de dólares.

O Fundo de Solidariedade Africana, criado em 2012 pela Conferência da FAO para África realizada em Brazzaville, visa apoiar a agricultura e a segurança alimentar, com recursos próprios do continente e de outros parceiros, aumentar a resiliência das populações

rurais às alterações climáticas e criar oportunidades de emprego, em especial para os jovens.

Segundo Fátima Jardim, o Governo angolano, com o empenho pessoal do Presidente João Lourenço, tem prestado particular atenção à recapitalização do Fundo.

A diplomata, também representante nas agências da ONU sediadas em Roma (FAO, FIDA e PAM), convidou parceiros de outros continentes a participarem no esforço de recapitalização, como aconteceu recentemente com a França e a China.

Cerca de 41 países já beneficiaram da ajuda do Fundo, que arrancou com um montante global de 40 milhões de dólares, resultantes das contribuições de vários países africanos.

Pela FAO assinou o documento, a directora-geral adjunta para o clima e recursos naturais, Maria Helena Semedo.

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