Preço de materiais de construção de acabamento disparam até 100% no mercado

Uma caixa de mosaicos, por exemplo, está a custar quase Kz 10 mil. Já um saco de massa de acabamentos, usada para estucar, que anteriormente custava Kz 3 mil, subiu 100 %, passando para Kz 6 mil

Os preços de alguns materiais de construção de acabamento registaram uma subida brusca no mercado nacional de até 100 por cento, em alguns casos, no decorrer do estado de emergência, conforme constatou o jornal OPAÍS, durante uma ronda efectuada em algumas artérias da cidade de Luanda.

O mosaico, o mais solicitado, que custava, em média, Kz 5 mil, subiu até 100 %, estando agora a custar 10 mil e em outros armazéns Kz 9 mil e 995. O saco de betume da Mopic (marca de referência de materiais de acabamento) também registou uma subida de até 100 %, custando actualmente Kz 2000 o saco.

Tal como o mosaico e o betume, a massa de acabamento, usada para estucar, subiu 100 por cento, para Kz 6 mil.

Destes materiais, o que sofreu o acréscimo mais reduzido foi o cimento cola, de até 30%, estando agora a 2 mil o saco, que outrora era 1400 kzs.

Estes preços foram constatados em armazéns dos bairros Golfe II e Luanda Sul.

Preços afugentam clientes

Num dos armazéns de Luanda Sul, a dona Delfina Adão, que pretendia concluir a construção da sua residência, viu o seu plano arruinado, uma vez que tinha feito um orçamento e preparou o dinheiro, todavia, foi surpreendida com a actual tabela de preços dos materiais de acabamento.

“Não contava com esse preço. Fiz um orçamento com o mestre que podia trabalhar na minha casa. Girei em vários armazéns, mas as coisas agora estão assim caras. Deve ser por causa do novo Coronavírus”, atirou a senhora.

COVID -19 por detrás do aumento

Por seu turno, no bairro Calemba II, o cenário é idêntico, apesar de existirem lojas, embora “camufladas”, a comercializar os materiais de acabamento a preços modestos. No estabelecimento do marroquino Mohamed Siri, o mosaico, por exemplo, está ainda a custar 5 mil kzs.

“Eu estou a fazer a este preço porque esses materiais não comprei agora. Comprei antes da pandemia. Por isso não posso aumentar. Há pessoas que já estão a aumentar, embora não tenham esgotado o stock antigo”, contou o comerciante.

Quanto ao facto de os preços estarem a subir, Mohamed explicou que os materiais estão a vir dos seus países de origem inflacionados. Acrescentando à equação os insumos que o produto acarreta até chegar ao retalhista, bem como o lucro, obtém-se a explicação do aumento exponencial dos materiais em referência.

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