Carta do leitor: Pós-COVID

Por: Mário de Lima
Luanda

Há poucos dias do término de mais uma prorrogação do estado de emergência, o país vai vivendo expectante em relação ao que virão a ser os próximos dias no país. Já há fortes evidências de que deveremos conviver durante mais algum tempo com a Covid-19, razão pela qual é necessário que comecemos a nos preparar para o futuro.

Embora não possamos ainda cantar vitória, tendo em conta o número de infectados que vimos assistindo, os próximos dias serão mais preocupantes, uma vez que muitos de nós ainda pensam que estaremos a lidar com uma situação normal e que não nos poderá atingir.

Para quem acompanha as notícias que nos chegam todos os dias, há ainda muitas questões preocupantes, sobretudo em Luanda, por sinal a província do país, onde as infecções chegaram já a quase 50. Os recuperados ainda não chegam a metade e os mortos continuam a ser apenas dois, que também já é muito. O ideal seria que ninguém morresse, mas se compararmos com os números de mortes noutras partes do mundo, vamos concordar que Deus parece que é africano.

Mas, não obstante estes alarmes todos, há um mundo que vai ter que continuar. Anormal ou não, as pessoas terão que continuar as suas vidas, estudar, trabalhar e exercer todas as actividades para que possam sobreviver.

Cientes de que o estado de emergência conhecerá o seu fim, já começa a ser necessário que nos concentremos nas medidas que irão determinar o pós-Covid-19. Através dos exemplos que nos chegam da Europa e de alguns países até africanos, é importante que partamos já para os próximos tempos.

O novo normal será, pelos vistos, o normal para muito tempo. Pelo menos até que a vacina chegue.

Nota do Jornal: Esta carta é anterior aos dados avançados ontem pelas autoridades: 50 positivos e 3 mortos

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