Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente quer museus dinâmicos e inclusivos

As comemorações em todo mundo decorrem sob o tema “Museus para a igualdade: Diversidade e Inclusão”. Em Angola não foram realizadas actividades, como habitual, devido ao estado de emergência decretado desde 27 de Março, em consequência da Covid-19. Em países como Portugal e Brasil, onde o estado de emergência foi cessado, os museus abriram-se ao público, com base as medidas preventivas, como a lavagem de mãos e o distanciamento

Como forma de assinalar o Dia Internacional dos Museus registado ontem, 18, o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA) uma vez “impedido” de realizar actividades presenciais que congrega grande público, devido ao estado de emergência decretado, em consequência da Covid- 19, convida os cidadãos a reflectirem sobre as instituições museológicas que o país possui e o que se quer delas no futuro.

As comemorações, conforme proposto pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) decorre sob o tema “Museus para a igualdade: Diversidade e Inclusão”. Em Angola, os museus encontram- se encerrados ao público desde Março, merecendo apenas trabalhos internos, como de limpeza e manutenção das peças, de modos a evitar as enchentes, que vai contra as medidas preventivas da doença.

“Este ano, como sabemos, a efeméride traz um cenário sem as regulares e habituais visitas do público, celebrações e qualquer outra actividade que requer a presença e a união das pessoas, fruto do actual contexto que o mundo atravessa, dominado pela pandemia da Covid-19”, lê-se na nota de imprensa a que OPAÍS teve acesso.

Museu congrega história

Com base naquele documento, os museus são instituições carregadas de história, abertas ao público sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, que adquire, conserva, investiga, comunica e expõe o património material e imaterial da humanidade e do seu meio envolvente com fins de educação, estudo e deleite (ICOM, 2015).

Por essa razão considera que a busca de uma nova linguagem e de uma nova dinâmica para os museus, pressupõe uma nova tipologia de museu, bem como um museu dinâmico e inclusivo, capaz de contribuir para o desenvolvimento local, um museu próximo da comunidade.

O mesmo documento faz referência que seja imprescindível que se criem as condições para uma oferta cada vez mais diversificada de serviços culturais, educativos e recreativos, que os aproximem de facto a todo o tipo de público, assim como o factor “inclusão” nos museus da actualidade que se refere, assim, ao acesso de todo e qualquer cidadão – independentemente do seu estrato social, grau de formação, etnia, religião, ideologia política, orientação sexual, ou condição física – aos bens culturais que se encontram à guarda das instituições museológicas.

Quanto aos desafios da inclusão e diversidade nos museus do nosso tempo realça que se prendem com a necessidade de tornar estas instituições mais representativas do global social, reforçando a sua importância e o seu papel como mediadores entre o património cultural e as pessoas.

Noutros países

Em vários países europeus e americanos os museus reabriram ontem ao público, com exposições e iniciativas online, e normas de seguranças, em resposta à pandemia, que exigem uso de máscaras e distanciamento social.

No velho continente, Europa, mais de três mil museus abriram as portas gratuitamente para a “european Night Of Museums”. Em Portugal, por exemplo, as instituições museológicas foram encerradas a 14 de Março. Portanto, esses espaços, os palácios, monumentos nacionais e galerias de arte podem abrir, no âmbito do programa de desconfinamento aprovado pelo governo local em Abril.

O uso obrigatório de máscaras, à higienização de mãos e de espaços, juntam-se circuitos sinalizados, a estimativa previa da duração das visitas e a limitação de uma pessoa por cada 20 metros quadrados, segundo os princípios apresentados.

Em Paris (França), dá para conhecer as pinturas e esculturas clássicas do Musée D’Orsay ou ver a Mona Lisa e a Vênus de Milo, parte da gigantesca colecção do Louvre. E o principal museu da Espanha, o Prado, em Madrid, também faz parte do evento.

Nos Estados Unidos da América, museus mais famosos têm programação para a efeméride, com entrada gratuita nos dias 20 e 21. As actividades são tidas como boa oportunidade para conhecer diferentes instituições. A Harvard Art Museums (que reúne três museus e quatro centros de pesquisa), em Cambridge (Massachuusetts) é uma delas. Tem em sua colecção mais de 250 mil objectos que exploram cultura e história americana e a arte medieval europeia.

Já no Brasil, mais de mil museus associados ao Instituto Brasileiro de Museus – que integra o conselho do Icom – terão programação especial até dia 21. Destaque internacional vai para o Instituto Inhotim, na cidade mineira de Brumadinho, que exibirá a mostra exclusiva “sobre como inscrever as sobreposições”, explorando as constantes transformações pelo qual o local passou em sua história.

A data

O Dia Internacional dos Museus, celebrado anualmente a 18 de Maio, foi criado em 1977 pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus, no sentido de contribuir, junto da sociedade, para uma reflexão sobre o papel dos museus no seu desenvolvimento.

Neste ano, com o objectivo de promover a diversidade e a inclusão nas instituições culturais, foi proposto o lema referido anteriormente. Para assinalar a data e o simbolismo da ocasião foi determinada a gratuidade de entrada em todos os museus, palácios e monumentos sob tutela da DGPC, naquela data.

De forma a garantir o cumprimento das regras básicas de higiene e segurança, solicitou- se a todos que tenham em conta o uso de máscaras, o respeito pela distância de segurança e o número máximo de visitantes por cada instituição.

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