Carta do leitor: Dólares a céu aberto no Mártires de Kifangondo

Por: Gildo A. Limpopo

Caro director do jornal O PAÍS, obrigado por me dar esta oportunidade no vosso jornal, título que continua a fazer a diferença no panorama jornalístico angolano.

Sou natural da província do Moxico. Antes da Covid-19 estar a fazer das suas no mundo, visitei a capital (Luanda) do tão belo e rico nosso país durante vinte dias.

Para o meu espanto, fui ao Bairro Mártires de Kifangondo, no distrito da Maianga, em Luanda, mas, muitas coisas deixaram-me pulgas atrás da orelha.

Há muitos estrangeiros a vender moeda estrangeira em tudo quanto é canto daquela zona e nas barbas de agentes da Polícia Nacional.

Aliás, há uma esquadra de polícia na rua 15, mas nada fazem, quando na realidade nem se vê agentes da polícia fiscal ou económica.

As autoridades olham para o assunto como se nada estivesse a passar-se, pelo que pode-se presumir que tem havido conluio.

O Mártires é uma bolsa de valores informal que dá valor a muitos cidadãos, por isso o esquema, pelo andar da carruagem, jamais será montado.

Com todo o respeito, acho que as coisas devem ser mais claras, porque há corrupção em alta escala naquela zona, entre uns e outros.

Por isso, espero não ser mal interpretado pelas altas patentes da Polícia Nacional, porque, quando se reduz a corrupção as coisas mudam e andam.

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