Covid-19 obriga França a encerrar parte das escolas uma semana após a reabertura

A maior parte dos países da Europa começa a “reflorescer”, depois de um longo período de quarentena devido o surto de coronavírus. Entretanto, há especialistas que defendam que nesta fase, tratada por “desconfinamento”, os recintos acadêmicos devam permanecer fechados. A França ignorou os avisos, desta forma registou mais 70 novos casos em instituições de ensino

Uma semana após a volta às aulas de um terço das crianças na França, o governo mapeou 70 novos casos de coronavírus em 7 escolas reabertas e decidiu fechá-las como precaução.

Pelo menos 150 mil alunos de 40 mil unidades – entre creches e ensino fundamental – voltaram às aulas na semana passada e o governo defende a retomada mesmo com a notificação dos casos nos colégios, informa o site “Exame”.

Nesta Terça-feira, outros 185 mil estudantes do segundo grau também retornaram para a escola – o país tem pelo menos 500 mil matriculados em todos os níveis escolares. O restante deve retornar ao ano lectivo até a próxima semana.

Em entrevista à rádio RTL, o ministro da Educação da França, Jean-Michel Blanquer, disse que a manutenção do plano de reabertura é fundamental. Segundo ele, toda a proposta para a retomada das aulas foi amparada em abordagens de médicos e pediatras e “as consequências de não ir à escola seriam muito mais sérias”.

“Isso causaria danos consideráveis, psicológicos, alimentares, de saúde e, em seguida, haverá a questão do abandono (escolar). Minha grande preocupação são aquelas (crianças) sobre as quais não temos mais notícias. Ir à escola não é um assunto secundário. Esperar o vírus desaparecer seria loucura para a nossa sociedade”, defendeu.

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