Jovens empreendedores apostam na produção de viseiras de protecção da Covid-19

Um grupo de sete jovens está a produzir 500 viseiras por dia, para todas as idades, com material local. Enquadrados com as medidas de protecção facial na luta contra a pandemia do novo Coronavírus, os autores querem canalizar parte da produção para entrega gratuita, caso haja encomenda de grandes empresas

A produção de viseiras é feita usando matéria-prima retirada de colchões (poliuretano) e placas acrílicas usadas em materiais publicitários, uma ideia que teve início com o surgimento da Covid-19 no nosso país.

Segundo Bengue Panzo, um dos integrantes da equipa, a qualidade das viseiras que fazem não é diferente das que são importadas da Europa e de outras partes do mundo, referindo que a sua equipa está preparada para responder a solicitações de várias instituições.

Bengue Panzo disse que as 500 viseiras que fazem diariamente estão destinadas a pequenas empresas e a algumas administrações locais, como é o caso da Administração Distrital do Nova Vida, no município do Kilamba- Kiaxi, em Luanda.

Nesta senda, o grupo de sete jovens designers passou a fazer viseiras personalizadas e para todas as idades, de acordo com a encomenda dos clientes.

Nesta fase da Covid-19, a protecção facial tornou-se recomendação obrigatória para as pessoas, tanto na rua como nas instituições e os jovens dizem-se preparados para aumentar a produção, caso haja solicitação.

“Esta é a forma que encontramos para contribuir na luta contra a pandemia do Coronavírus que assola o mundo e o nosso país. Estamos a comercializar a viseira ao preço de 3800 kz”, frisou.

Produção gratuita

Bengue Panzo diz que o preço actualmente praticado não está ao alcance de todos os bolsos, tendo em conta que a maioria dos comerciantes estipularam valores acima dos Kz 5 mil para cada viseira.

Em atenção a isto, o jovem realçou que têm um plano para reverter 30 % dos lucros a favor da linha de produção gratuita que teria como alvos instituições desfavorecidas e pequenas unidades sanitárias que não estão abrangidas pelo Orçamento Geral do Estado (OGE).

“O nosso público-alvo são todas as pessoas e instituições que precisam, mas a nossa estratégia é dar parte dos lucros para produzir e fazer entregas gratuitas às instituições mais carenciadas”, disse, Bengue Panzo.

Explicam os designers que, por exemplo, se uma entidade pertencente aos grandes contribuintes adquirir uma certa produção do material, os lucros de 30% serão doados a centros de saúde e hospitais sem condições para adquirir viseiras.

Importância das viseiras

As viseiras apresentam muitas vantagens, por serem reutilizáveis, necessitando apenas de limpeza com água e sabão ou desinfectante. As viseiras são normalmente mais confortáveis de usar do que as máscaras e formam uma barreira que impede que as pessoas toquem facilmente no seu próprio rosto.

Enquanto as máscaras cobrem a boca e as vias nasais, as viseiras podem proteger também os olhos e as orelhas para evitar a infecção. Ao falar, as pessoas com máscaras têm a tendência de baixá-las até ao queixo, mas com as viseiras não há esta necessidade, e ela permite a visibilidade de expressões faciais e movimentos labiais para a percepção da fala.

Entretanto, ela é apenas parte das medidas de prevenção contra a Covid-19 e os usuários não devem descartar as outras formas, como o caso do distanciamento físico e a lavagem frequente das mãos com água e sabão.

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