Licenciamento terá contribuição dos operadores económicos para definir critérios

O Ministério da Indústria e Comércio, realizou, ontem, um encontro com operadores económicos para abordar o ponto da situação do stock alimentar, o processo de licenciamento de importações, exportações e a produção nacional

O ministro da Indústria e Comércio, Victor Fernandes, sublinhou que o encontro teve como pano de fundo a auscultação e conhecimento dos problemas do sector que dirige, neste período de estado de emergência, e como o contributo dos operadores económicos pode solucionar.

O titular da pasta da Indústria e Comércio referiu que o licenciamento foi um dos principais motivos de conversa e a partilha de ideias, de modo a solucionar a questão da melhor maneira possível. “O sistema de licenciamento não está organizado, pelo facto de não fazer a triagem e não ter critérios. Por essa razão, queremos que os empresários enviem sugestões de critérios para definir e saber como organizar o sistema de importação”.

Por sua vez, o ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, avançou que existe um crescimento operacional, ressaltando que em cada município há uma equipa que trabalha na recolha de informação e encaminha para o ministério e todos os dados são colocados na página “alívio económico” pertencente ao ministério em referência. O responsável apelou aos empresários a fazerem contratos com os produtores para comprarem a produção nacional e só depois pensarem na importação.

“O Ministério da Economia e Planeamento registou quatro grandes produtores de arroz no município do Luquembo, em Malanje, com uma produção de mais de 500 toneladas do produto”, explicou.

Sérgio Santos ressaltou que é necessário aproximar a indústria ao comércio, pois ambos os sectores podem unir as sinergias e apoiar os demais sectores.

Ao dissertar sobre a produção nacional, o director da Agricultura e Pescas de Luanda, Vladimir Catinda, salientou que o sector de cereais registou um acréscimo de 2%, tendo o mesmo acontecido com a produção de tubérculos e frutícolas. No entanto, por causa da pandemia da Covid-19 não foi possível fazer o levantamento em seis províncias.

O responsável disse ainda, que há perspectiva de crescimento em todas as fileiras agrícolas ao nível da província de Luanda.

No que diz respeito à produção de ovos, Vladimir Catinda adiantou que o produto representa 100 % dos itens não importados. Ainda assim, o sector se depara com grandes desafios na aquisição de matéria-prima, motivo que afecta o sector e deve ser protegido.

“Parabenizo os empresários que estão neste ramo pela dedicação e crescimento da produção de ovos”, reiterou.

Em relação à produção de carne de aves, o responsável salientou um acréscimo de 3% em relação ao ano findo, já a carne caprina registou menos 3%, enquanto a carne bovina teve acréscimo de 3% e a suína mais de 16%. Esta última, é a que menos se produz no país.

Segundo o responsável a região Norte do país, incluindo Luanda representa 40%, enquanto 16% das carnes é abatida na capital do país.

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