Marinha dos EUA quer mudar estratégia com novas fragatas para fazer frente à China, escreve portal

Embora careça de um plano preciso de construção de novos navios para se opor à China, Marinha norte-americana aposta em mudanças estratégicas no Pacífico.

Ao longo da última semana, a Marinha norte-americana anunciou dois dias de conversações com construtoras de navios para o desenvolvimento de uma nova classe de navios de logística que pode operar debaixo de fogo inimigo, assim como um navio anti-minas não tripulado. Ambos os projectos navais visam aumentar a presença dos fuzileiros navais americanos em territórios contestados ao longo do Pacífico, publicou o portal Breaking Defense.

Ao fundo disso, a força militar americana visa remodelar as suas forças anfíbias as equipando-as com armamentos de grande precisão anti-navio e anti-aéreo e tornando-as mais rápidas.

Estas forças deverão operar dentro do alcance das armas inimigas, movendo-se por vias marítimas estreitas e usando pequenas ilhas para prover cobertura às forças aeronavais.

Novas fragatas

Para tornar tais mudanças possíveis, a Marinha norte-americana acredita que o uso de navios menores ao invés dos seus pesados meios anfíbios e porta-aviões seria mais propício. Entre tais navios estariam fragatas mais manobráveis que os actuais destroieres da classe Ar-leigh Burke.

Além disso, elas deverão ter 32 silos para lançamento vertical de mísseis, contar com o novo sistema de radar SPY-6 e maior capacidade de geração de energia, característica necessária para a operação de armamentos que funcionarão à base de novas fontes de energia.

“Eu vejo isso [as fragatas] a fazer diversas coisas. Isso será um verdadeiro cavalo de força a auxiliar operações marítimas distribuídas no futuro”, publicou a imprensa citando o vice-almirante americano James Kilby. O plano, que visa principalmente o Pacífico, onde tensões entre Washington e Pequim ganham território, também considera o uso de navios comerciais e a conversão de outros vasos de guerra para atender aos propósitos da mudança estratégica.

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