Após alerta dos EUA, Irã diz que a sua marinha ainda operará no Golfo

A marinha iraniana manterá missões regulares no Golfo, informou a agência de notícias ISNA, na Quarta-feira, um dia depois que os Estados Unidos alertaram os marinheiros de iraniano para ficarem longe dos navios de guerra dos EUA.

“As unidades navais da República Islâmica do Irão no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã continuarão as suas missões regulares de acordo com os princípios profissionais, como no passado”, afirmou a ISNA, segundo um oficial militar não identificado.

O aviso dos EUA aos marinheiros seguiu-se à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, no mês passado, de disparar contra qualquer navio iraniano que assedie navios da Marinha dos EUA.

O Comando Central das Forças Navais dos EUA, com sede no Bahrein, disse em comunicado que o seu aviso foi “projectado para aumentar a segurança, minimizar a ambiguidade e reduzir o risco de erro de cálculo”.

Segue-se um incidente no mês passado em que 11 navios iranianos chegaram perto dos navios da Marinha e da Guarda Costeira dos EUA no Golfo, no que os militares dos EUA chamaram de comportamento “perigoso e provocador”. Teerão culpou o adversário de longa data pelo incidente.

A fricção entre Teerão e Washington aumentou desde 2018, quando Trump encerrou o acordo nuclear do Irão, em 2015, com seis potências e restabeleceu as sanções ao país o que prejudicou a sua economia.

O chefe da Guarda Revolucionária de elite do Irão disse no mês passado que Teerão destruiria os navios de guerra dos EUA se a sua segurança fosse ameaçada no Golfo.

Os governantes clericais do Irão consideram a presença militar dos EUA no Oriente Médio uma ameaça à segurança da República Islâmica.

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