Carta do leitor: Párem de roubar

Por: Tipoia Moniz

Estimado Director, bom dia.

Espero que esta carta lhe encontre de optima saúde e boa disposição, apesar dos resultados do Coronavírus não serem animadores pelo mundo e aqui em particular.

Escrevo esta missiva, devido aos inúmeros escândalos de roubos do erário publico que vou escutando aqui e acola. Tenho plena consciência que a corrupção vai levar seculos a ser derrubada, mas, também, estou convicto que a sua redução e erradicação vai acontecer um dia.

Não consigo aceitar que num momento como este do Covid-19, da nossa economia arrasada e com um certo perdão dado no silêncio a muitos gatunos do nosso dinheiro, insistem em roubar onde há e cheira a bufunfa do Estado.

Não aceito, como não aceitava no tempo da guerra que a logística para a tropa era roubada. Não aceito que medicamentos e material hospitalar comprados com o dinheiro do Estado fossem roubados e vendidos novamente ao próprio Estado.

Não aceito que alimentos, vestuários e chapas para os deslocados de guerra também eram desviados sem dó nem piedade. Alias, eram furtados. Esta é a palavra certa. Que coragem, um individuo ser milionário porque matou a vida e esperança de muita gente.

O que será que o Presidente João Lourenço tem de fazer mais para que essa gente maldita entenda de uma vez por todas que o tempo dos roubos acabou? Será preciso fuzilamentos?

A justiça e a cadeia têm de ser de forma absoluta o destino final de todos os larápios. E seria bom que todos os gatunos fossem postos a cultivar o campo sem remuneração para darem de comer ao povo aquilo que eles roubaram.

Daqui em diante, ponham estes tipos em São Nicolau, na Damba, no Missombo, na kakila, no Peu-Peu e noutros campos a produzirem batata, mandioca, milho, ginguba, tomate, repolho, abacaxi, melancia, couve, cenoura, alface e tudo que vem da terra. Nada de ficarem nas cadeias numa boa e a beberem Moet- Chandon.

Nosso General João Lourenço, por favor, não maya. Aperta com todos os bandidos, que nós estamos contigo e aqui para te ajudar. Que em cada caso a nossa justiça seja implacável e aplique a devida punição. Não queremos gatuno de nada e pior do erário público. Criemos uma sociedade de gente honesta e trabalhadora.

Chega de roubos.

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