Palestina sai de todos os acordos com Israel e EUA, anuncia presidente Mahmoud Abbas

O presidente palestino Mahmoud Abbas anunciou que o seu país vai suspender todos os acordos com Israel e os EUA diante dos planos de anexação de territórios do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

“A Organização para a Libertação da Palestina e o Estado da Palestina, a partir de hoje (ontem), dispensam todos os acordos e entendimentos com os governos dos EUA e Israel e todas as obrigações com base nestes entendimentos e acordos, incluindo os [acordos] de segurança”, disse o presidente palestino durante uma reunião de liderança em Ramallah.

Este anúncio surge em resposta aos planos de Netanyahu de anexar os territórios de assentamentos judaicos na Cisjordânia que foram definidos no “Acordo do Século” proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em Janeiro deste ano.

Mahmoud Abbas deixou claro que ele vê Israel como uma “autoridade de ocupação” no que diz respeito à Cisjordânia.

“A autoridade de ocupação de Israel deve agora assumir todas as suas obrigações como potência ocupante dos territórios palestinos. [Israel] deve arcar com todas as consequências, e o direito internacional humanitário e a Convenção de Genebra também impõem à autoridade ocupante a responsabilidade de cuidar dos residentes sob ocupação”, ressaltou Abbas, aponta a RT.

Os acordos que a Autoridade Palestina considera agora anulados e sem efeito incluem os Acordos de Oslo (1993), o Protocolo de Hebro (1997) e o Memorando de Wye River (1998) que estabeleciam os parâmetros de segurança entre a Autoridade Palestina e Israel na Cisjordânia.

Anteriormente, o embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, declarou numa entrevista ao jornal Israel Hayom que o governo do presidente norte-americano Donald Trump está pronto para reconhecer a soberania de Israel sobre 30% da Cisjordânia. Em 28 de Janeiro, o presidente norte-americano Trump anunciou o “Acordo do Século”, um projecto de acordo entre Israel e a Palestina que poria fim ao conflito na região.

O plano prevê o estabelecimento do Estado da Palestina e a sua desmilitarização, com Israel a manter o controlo sobre o Leste do rio Jordão e Jerusalém permanecendo como a sua capital indivisível.

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