Movimento de mercadorias no Porto de Luanda caí 6% no I trimestre de 2020

O Porto de Luanda registou no primeiro trimestre deste ano uma redução no movimento de mercadorias, ao serem manuseadas um milhão, 646 mil e 175,75 toneladas, uma quebra de 6% em relação ao período homólogo de 2019

A redução deve-se ao momento económico que o país atravessa, tendo em conta a pandemia da Covid-19, revelou em exclusivo a OPAÍS, o presidente do Conselho de Admistração do Porto de Luanda, Alberto António Bengue.

Em relação à navegação, ressaltou que durante o mesmo período operaram no Porto 985 navios, incluindo os de cabotagem e de apoio à actividade petrolífera, representando 4,5 % comparado com o período homólogo.

Apesar do ligeiro decréscimo na quantidade de navios e de mercadoria manuseada, relativamente ao período homólogo considerou que a situação actual do Porto de Luanda é normal.

“Embora se verifique um ligeiro decréscimo na quantidade de navios e de mercadoria manuseada relativamente ao período homólogo e apesar dos efeitos da Covid -19 na economia, a situação do Porto é normal”, justificou.

O gestor salientou que o Porto de Luanda encontra-se em processo de constante busca para a melhoria dos seus serviços.

Desta feita, avançou o responsável, o Porto de Luanda, como autoridade portuária, resgatou, recentemente, o Terminal Multiusos (TMU) ao abrigo do contrato de concessão.

O Terminal Multiusos, como descreveu, é um dos maiores terminais e movimenta cerca de 45 por cento da carga contentorizada do Porto de Luanda. Neste momento, o terminal encontra-se sob gestão directa da Empresa Portuária de Luanda uma vez que o Ministério dos Transportes já procedeu ao lançamento do concurso público internacional cujo vencedor será anunciado em breve.

Desafios do Porto de Luanda

Alberto Bengue esclarece ainda que para além da melhoria contínua da estrutura logística portuária e a capacitação dos colaboradores que são aspectos fundamentais para a qualidade dos serviços, existem outros projectos em curso como a substituição de cabeços e defensas ao longo de todos os terminais.

Esse último (cabeços e defensas) prosseguiu o responsável, são de extrema importância para o exercício da actividade e por impactarem muito na produtividade e atracação de navios.

Um outro aspecto que também inquieta a sua admistracção é a questão da sinalização marítima e limpeza do canal de acesso.

Para tal, esclareceu que o fundo do canal de acesso é de grande importância por impactar directamente no tamanho das embarcações e de mercadorias.

Para além disso, sublinhou que outro desafio é trazer de volta a comunicação com as embarcações que têm por destino o Porto de Luanda e, consequentemente, aumentar as receitas.

“Trazer de volta a comunicação para a autoridade portuária poderá ser uma garantia de maior e melhor controlo de todas as embarcações que operam na zona de jurisdição do porto e, consequentemente, maiores receitas”, justificou.

Outro desafio, de acordo com o responsável, diz respeito à implementação do Plano de Ordenamento do Porto de Luanda, um plano que segundo o PCA define o uso e a utilização racional da terra na área de jurisdição do Porto de Luanda.

“Em termos práticos, é um instrumento que determina como devem ser utilizados os espaços terrestres destinados ao lazer, à pesca, construção de marinas, terminais de carga e de passageiros entre outras actividades”, disse.

Sobre o Porto de Luanda

Criada em 1980, a Empresa Portuária de Luanda, abreviadamente designada Porto de Luanda, como uma Unidade Económica Estatal (UEE), com sede em Luanda e dependente do Ministério dos Transportes.

Em 2016, o porto registou o movimento de 7 milhões 189 mil 943 de toneladas de mercadorias diversas, quando em 2017 houve uma ligeira subida para 7 milhões 703 mil e 62 toneladas.

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