Não era para ser assim

De repente, dou-me conta de que o estado de emergência em Angola já vai em dois meses. E se calhar precisamos de mais. Se as autoridades dizem que é graças à sua implementação que o país ainda não rebentou viral, então o melhor é mantê-lo mesmo.

Tenho é pena de o Governo estar a perder uma grande oportunidade de desconcentrar e descentralizar, de experimentar uma Angola com menos Luanda. Por exemplo, Luanda está fechada e a TAAG está sentada, o país é grande, há gente de Cabinda a querer ir a Benguela. Ok., o estado de emergência é nacional, mas, por exemplo, as companhias rodoviárias poderiam aproveitar, aliás, meio Governo deveria mudar temporariamente de aposentos.

Não sei se me explico bem, o que digo é que todo o país está refém de Luanda, o que não é justo. Mas esta conversa fica para outro dia. Voltemos a falar da vida. Não era para durar tanto tempo o confinamento, não era pata ficar fechado em Luanda, não era para apartar amores, não era para ver gente a perder o emprego, não era para ver os escândalos com o PIIM. Este novo vírus…. melhor voltar ao PIIM, mas afinal estes tios estão a calcular como os preços das escolas e das casas nos municípios?

Na campanha eleitoral, João Lourenço prometeu fazer dos municípios espaços de desenvolvimento, acolhedores, etc., mas com os peços de instalação que se mostram nas placas? Quando é que um cidadão normal tem poupanças para se mudar para uma vida mais pacata num município qualquer construindo lá a sua casa? O discurso de campanha foi ouvido, o anúncio do PIMM foi aplaudido, mas não era para ser assim, na nossa cara, a nos enfiarem o dedo nos olhos. Há hábitos que nem dez “covides” mudam no nosso país.

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