Cientistas estimam datas exactas do fim da pandemia em diversos países

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Singapura previram matematicamente as datas exactas em que diversos países ao redor do mundo podem estar livres do coronavírus

Cientistas da Universidade de Tecnologia e Design de Singapura criaram um complexo modelo matemático que, com base na actual tendência dos casos, prevê a data exacta em que a pandemia terminará nos EUA, Reino Unido e noutros países ao redor do mundo.

Modelo matemático SIR

Este modelo matemático, aplicado à epidemiologia, denominado modelo SIR (suscetíveis — infectados — recuperados), baseia-se em dados actualizados diariamente de diferentes países, de forma a estimar as curvas do ciclo epidemiológico e as datas de fim da pandemia, informa o tabloide britânico Daily Mail.

O modelo prevê a trajectória de propagação do vírus ao longo do tempo, enquanto acompanha o número real de novos casos confirmados por dia em um determinado país.

Sendo as previsões actualizadas de forma contínua com os dados mais recentes, as previsões podem ser modificadas sempre que se prevejam alterações nos cenários a longo prazo.

O fim da pandemia pode ser determinado se os cálculos, que são apenas estimativas, forem precisos.

Contudo, os pesquisadores observaram que as previsões são apenas estimativas e estão sujeitas a mudanças, quer devido à complexidade do vírus, quer em função de outros factores, incluindo as restrições e protocolos de testes em vigor num país.

Apesar disso, as estimativas apontam que o fim da pandemia poderia ocorrer logo em Julho em alguns países, enquanto para outros a data está mais adiante mas sempre até ao final do ano.

Assim, por exemplo, para Portugal, os cientistas estimam o fim da pandemia para 18 de Julho, para Singapura em 19 de Julho, Reino Unido em 30 de Setembro e Itália em 24 de Outubro.

O estudo prevê que os EUA e o segundo país mais atingido, o Brasil, só conhecerão o fim da pandemia em meados de Novembro, caso as actuais medidas permaneçam em vigor e não surja nenhuma vacina.

Perigo de relaxamento

No entanto, a universidade alertou para o fato de se tratar de um modelo de previsões que deve ser observado com prudência, frisando que “qualquer excesso de optimismo com base em algumas datas finais é perigoso, por poder afrouxar a disciplina e controlos e causar o retorno do vírus e da infecção”, refere o Daily Mail.

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