Miss Angola prossegue com a realização de actividades filantrópicas

A campanha teve início a 24 de Março, em função da situação actual que o país atravessa, quanto ao combate à Covid-19. Desde o seu começo efectivaram-se mais de 10 doações e visitas, entre o município de Cacuaco, Distrito do Sambizanga, hospital do Zango, Centro de Acolhimento de Viana e no projecto Luanda Solidária no Ramiro

A Miss Angola 2019, Salett Miguel, visita amanhã, 26, o centro de acolhimento Luanda Solidária, onde procederá à entrega de roupas adequadas para a época de cacimbo, com base no projecto de cariz filantrópico, que visa apoiar as famílias mais vulneráveis em tempo de Covid-19, que abala o país e o mundo.

Durante a visita, além da entrega de bens, Salett Miguel conversará com as famílias, com o intento de instruí-las sobre os cuidados necessários a se ter, para evitar a disseminação do novo Coronavírus, que nos últimos dias o número de doentes tem crescido de forma gradual.

Em conversa exclusiva com OPAÍS, a Miss esclareceu que a campanha teve início a 24 de Março, em função da situação actual que o país atravessa, o combate da Covid-19, uma vez ser o assunto do momento.

O trabalho que conta com a parceria do Comité Miss Angola e a Basel Angola, conforme disse, tem sido possível através do apoio de empresas públicas, privadas e entidades particulares, que solidarizam-se com a causa.

Em diferentes ocasiões, Salett procedeu à entrega de roupas apropriadas para a época de cacimbo, de modo a prevenirem-se e evitar doenças, seguido da doação de bens alimentares, em alguns dos lares que acolheram famílias, que outrora eram moradoras de rua, expostos e vulneráveis à contaminação e conversas sobre a epidemia.

“Com a contribuição das empresas, temos conseguido reunir condições e apoiar as famílias mais vulneráveis, para que assim possam ficar em casa e evitar o elevado e rápido nível de contágio”, explicou.

Beneficiados

Desde o seu começo efectivaram mais de 10 doações e visitas, entre o município de Cacuaco, distrito do Sambizanga, hospital do Zango, Centro de Acolhimento de Viana e no projecto Luanda Solidário, no Ramiro. Em primeira mão foram distribuídos produtos de higiene, com a finalidade de educar e mostrar como fazer para manter o distanciamento social, e, também, seguir as regras de higiene e protecção contra a doença.

“Com certeza esta experiência está e vai continuar a ser muito boa para a minha carreira profissional. Passar por todas essas dificuldades vai-me ensinar a olhar com uma visão mais amplificada, séria e adulta, as adversidades que possam vir a surgir em qualquer campo de trabalho em que me enquadrar”, enalteceu.

Projectos

adiados Devido à doença que teve como consequência o confinamento social, Salett teve de cancelar alguns projectos em carteiras, que pretendia materializá- los em várias províncias do país como no Cuanza-Norte e Cuanza-Sul. Entre eles, consta o seu trabalho relacionado com à fuga à paternidade e a sua ligação com a saúde mental, conforme anunciou na sua eleição ocorrida em Dezembro do ano passado.

Acreditou que depois desta fase, pretende retomar com as suas actividades, embora tenha sido criada a referida campanha de carácter nacional, para combater a doença, onde são convidadas e sensibilizadas as empresas públicas, privadas e particulares, a contribuir, reunir condições para famílias mais vulneráveis e evitar o contágio com a Covid-19.

O trabalho, sem data específica para terminar, poderá ter a sua segunda fase adaptada a outras necessidades que serão constatadas no país, ao decorrer dos meses. “Enquanto isso, continua a sensibilizar para mostrar que as pessoas podem sempre contribuir com o que tiveram ao seu alcance, por mais insignificante que pareça ser, principalmente, neste momento crítico”, apelou.

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