Espanha amplia relaxamento e quer volta de turistas estrangeiros em Julho

Espanha amplia relaxamento e quer volta de turistas estrangeiros em Julho

O segundo país mais visitado do mundo fechou as portas e as praias em meados de Março para enfrentar a pandemia de Covid-19, mas o pior já passou, e prevê revogar em questão de semanas o isolamento de 14 dias que impõe aos recém-chegados do exterior, o que coincidirá com a livre circulação dos espanhóis por todo o território assim que o estado de alarme for suspenso.

“É coerente ir planeando as férias para vir à Espanha em julho”, disse a ministra do Turismo, Reyes Maroto, numa entrevista à rádio Onda Cero, repetindo a mensagem divulgada neste final de semana pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, com o intuito de salvar a temporada de verão de um sector que normalmente atrai 80 milhões de visitantes por ano.

A vida regressava às ruas da capital Madrid, muito afectada pela crise sanitária, e se podia entrar no Parque del Retiro pela primeira vez em mais de dois meses, enquanto alguns terraços de bares e restaurantes voltavam a erguer a persiana.

“É óptimo, já estava com vontade. E o meu cachorro também”, disse Anna Pardo, enquanto caminhava sob o sol com o seu animal de estimação pelo Retiro.

Passeando, fazendo exercícios e conversando, os madrilenos cruzavam as avenidas sombreadas do parque ou paravam para contemplar o seu pequeno lago, no qual faltavam os botes de remo de passeio habituais.

Nas ruas se via um tráfego maior, nesta Segunda-feira. Embora agora os bares e restaurantes possam abrir os seus espaços exteriores com metade da capacidade, poucos terraços voltaram a abrir de manhã em Madrid – os seus proprietários mediam a rentabilidade do negócio atendendo somente alguns poucos clientes.

Embora a maioria dos alunos continue em casa a estudar pela Internet, alguns colégios do País Basco reabriram.

A Espanha registou 235.772 casos e 28.752 mortes de Covid-19 até agora. A taxa de contágio parece sob controlo, e o número diário de mortos estava abaixo de 100 na última semana.

Os convites de Sánchez e Maroto aos turistas nacionais e estrangeiros deram um impulso forte de 14% às acções de grupos como a Meliá, rede hoteleira, uma das acções mais afetadas pela pandemia.

A metade do país, incluindo os arquipélagos turísticos das Canárias e Baleares, já se encontra na chamada fase 2, em que as restrições de movimento e comércio são ainda mais afrouxadas.