Conselheiros políticos refutam Projectos de Lei anti-China no Congresso dos EUA

Conselheiros políticos refutam Projectos de Lei anti-China no Congresso dos EUA

“A China defendeu os princípios de abertura, transparência e responsabilidade, e tomou a iniciativa de divulgar as informações o mais breve possível”, afirmou Huang Luqi, membro do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC).

Huang citou uma linha do tempo detalhada, descrevendo a resposta da China à Covid-19 desde 27 de Dezembro de 2019, quando três casos de pneumonia de causa desconhecida foram relatados por um médico em Wuhan, seguidos pelo aviso da autoridade de saúde de Wuhan ao público em 31 de Dezembro e pelo relatório da China para a Organização Mundial da Saúde (OMS) no mesmo dia.

“As acusações dos Estados Unidos são completamente infundadas”, disse Huang, presidente da Academia Chinesa de Ciências Médicas da China, que liderou uma equipa médica para ajudar Wuhan, em 25 de Janeiro, e participou na luta contra a epidemia.

Kong Quan, vice-chefe do Comité das Relações Exteriores do Comité Nacional da CCPPC, assinalou que um número muito pequeno de políticos norte-americanos fechou os olhos para os esforços globais antiepidêmicos globais, evitou o intercâmbio internacional, o diálogo ou a cooperação, manchando as realizações de outros países no controlo da epidemia e até caluniou a OMS que desempenhou o papel de coordenação e orientação na luta global contra a Covid-19.

Li Baodong, também vice-chefe do Comité das Relações Exteriores do Comitê Nacional da CCPPC, rejeitou a falácia de que “a China está a controlar a OMS”, uma retórica repetida pelos políticos norte-americanos.

A OMS tem 180 funcionários norte-americanos, mas apenas 35 chineses. Na equipa de direcção de 21 membros da OMS, somente um é da China, mas os outros 11 são dos Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Austrália.

“A julgar pelo número de funcionários, como se pode dizer que a OMS está a ser controlada pela China?” perguntou Li. “Esta é uma distorção total dos factos”.

Hu Yu, presidente do Hospital Union em Wuhan, reagiu à alegação de que o novo coronavírus foi “fabricado em Wuhan”. “O local onde um surto foi relatado pela primeira vez não é necessariamente o local de origem do vírus”. Segundo o médico, identificar a origem do vírus é uma questão séria para a ciência, e a resposta certa só pode ser dada por cientistas e especialistas médicos com base em provas.

Liu Hongcai, vice-chefe do Comité das Relações Exteriores do Comité Nacional da CCPPC, disse que tanto o povo chinês quanto o americano são vítimas da epidemia, que é um desastre natural. “O coronavírus não tem nada a ver com sistemas ou ideologias políticas”.

Liu apontou que a resposta da China à epidemia, que alcançou importantes êxitos em pouco tempo, ganhou o apoio de todo o país e o reconhecimento em todo o mundo.

“Transferir a culpa não resolverá nenhum problema, nem salvará vidas”, disse Liu. “Concentrar mais esforços na cooperação internacional prova ser o caminho para derrotar os vírus.