Agência de saúde dos EUA: 50% dos testes de anti-corpos para coronavírus podem ser falsos positivos

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA informou que metade dos testes de anti-corpos, usados para confirmar se alguém já teve o coronavírus, podem estar errados

A agência federal de saúde disse que até metade dos resultados positivos dos testes de anti-corpos, também conhecidos como testes sorológicos, poderiam ser falsos, alertando que ainda existem grandes obstáculos para determinar se uma pessoa foi infectada ou que imunidade ela pode ter.

Os testes pouco confiáveis não devem servir para tomar decisões sobre o deslocamento de potenciais pacientes para locais aglomerados (como escolas, dormitórios ou prisões) nem servir de referência “sobre o regresso das pessoas ao local de trabalho”, afirmou CDC.

Segundo o centro, mesmo que o paciente seja “verdadeiramente positivo” para anti-corpos, o resultado ainda não prova que o indivíduo esteja “protegido de futuras infecções” ou imune ao vírus.

O teste sorológico não deve ser usado para determinar o estado imunológico dos indivíduos até que a presença, durabilidade e duração da imunidade sejam estabelecidas.

A taxa de resultados de testes falsos positivos e negativos depende muito do número geral de infecções numa população.

Se uma proporção relativamente baixa de pessoas numa determinada área contraiu o vírus (5%, por exemplo), o CDC diz que mesmo um teste altamente sensível e específico ainda produzirá um número significativo de falsos positivos, de até 51%, ou seja, menos da metade das pessoas que testam positivo terão realmente anti-corpos.

Seguindo a nova orientação, uma equipa de pesquisa da Universidade de Minnesota (EUA) também alertou sobre os testes de anti-corpos, emitiu um relatório afirmando que eles não devem ser usados como uma “ferramenta de diagnóstico”, devido à sua imprecisão.

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