Filha do general Ben Ben vai a enterrar Sexta-feira

Filha do general Ben Ben vai a enterrar Sexta-feira

Os restos mortais de Kassova Pena, 23 anos, filha do general Arlindo Chenda Pena “Ben Ben”, ex-Chefe do Estado-Maior General Adjunto das Forças Armadas Angolanas (FAA), falecida nesta Segunda-feira, 25, em Luanda, vítima de atropelamento, vão a enterrar amanhã no Cemitério Municipal de Viana, arredores de Luanda.

Segundo o patriarca da família Pena, Cacique Pena, em breves declarações a OPAÍS, a jovem, que era funcionária pública, morreu imediatamente depois ter sido colhida na estrada Luanda- Viana, no bairro Grafanil, por uma viatura conduzida por um funcionário da Sonangol, que após o sucedido apresentou-se à Polícia Nacional.

Para hoje, está reservado o velório que decorrerá no Complexo Sovismo, centro político administrativo da UNITA, partido fundado pelo seu avô Jonas Savimbi, e de que Kassova era militante.

Kassova Pena vivia com esposo e dois filhos menores no bairro Grafanil, e a sua partida inesperada, ainda na flor da idade, deixa a família consternada, que, segundo Cacique Pena, estava a recompor-se psicologicamente após o enterro condigno das ossadas de Jonas Savimbi no dia 1 de Junho de 2019, no cemitério da família, na Lopitanga, no município de Andulo, província do Bié. Segundo Cacique Pena, era intenção da família transladar o corpo de Kassova Pena para aquele cemitério, onde, para além de Savimbi, jazem também os restos mortais do seu pai, Ben Ben, mas o confinamento social imposto pela Covid-19, impede este propósito.

Explicou que, inicialmente Kassova será enterrada em Luanda, e depois de algum tempo o corpo será transladado para a Lopitanga, a fim de ser enterrado junto do seu progenitor e de outros membros da família. Além destas duas figuras, estão também enterrados no mesmo campo santo os pais de Jonas Savimbi, Loth Malheiro Savimbi e Helena Mbundu.

Segundo apurou OPAÍS de fonte ligada à UNITA, a homenagem à malograda, além de militante, é o reconhecimento dos feitos protagonizados pelo seu progenitor, que se dedicou de corpo e alma para a instauração de um Estado Democrático de Direito em Angola.