Nova estratégia económica anunciada pela China indica que o país estaria a preparar-se ‘para o pior’

A China vai dar prioridade ao mercado interno, pressionado pelas consequências da pandemia de coronavírus e pela guerra comercial com os Estados Unidos

A mudança de estratégia económica anunciada pelo presidente chinês, Xi Jinping, representa para alguns analistas um sinal de que o gigante asiático está a preparar-se para o pior, conforme indica o jornal South China Morning Post.

Segundo especialistas, o apelo do líder chinês para dar especial atenção ao desenvolvimento do mercado interno e não às exportações, é reflexo da profundidade desta mudança.

Segundo o cientista económico independente Hu Xingdou, trata-se de “uma espécie de preparo para o pior cenário possível, incluindo a deterioração [das relações] com os Estados Unidos”. Além disso, o analista opina que tal cenário poderia inclusive levar Pequim a se distanciar do mundo ocidental.

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou aos principais conselheiros económicos que a China inicia um novo plano de desenvolvimento, no qual o mercado interno desempenhará papel principal, informa o jornal.

O líder chinês estaria a priorizar a demanda interna para alcançar auto-suficiência.

“Para o futuro, devemos tratar a demanda interna como ponto de partida e de apoio à medida que aceleramos a construção de um sistema completo de consumo interno, e promovemos consideravelmente inovação em ciência, tecnologia e noutras áreas”, salientou Xi Jinping, citado pela agência Xinhua.

Anteriormente, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, afirmou que o governo chinês pretende criar 9 milhões de novos empregos até ao final de 2020, para situar a taxa de desemprego nas cidades do país em 5,5%.

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