COVID, granda kibidi!..

Agora é que são elas, tudo a se confundir, interpretações múltiplas, comparações do arco-davelha, é só bocar, cada qual a sua maneira, cada um com o seu juízo de valor, emergência uafa kia, estado de calamidade é o novo paradigma social.

Meus avilos, de nada vale se armar em esperto, Covid não é pivide, não é muteta para pitar, é doença que mata feio, granda kibidi, está a tequetar universalmente.

Pangiame, não fica distraído, pandemia não é pneumonia, ouve só bem a mana Lutukuta, é katuta séria que estamos a viver, granda kibidi, mambo letal, não perdoa, mata que se farta.

Kamba diame, não é jajão, corona não é cuca do México, fica só atento ao mano Mufinda, todos dias, boas e más novas, granda kibidi, se comporta só bem, siga as instruções, seja patriota.

Meus avilos, cada um no seu canto, nada de pular a cerca, forrobodós, desbunda, fica para algum dia, cabrité é para esquecer, granda kibidi, a banga pode acabar num abrir e fechar de olhos.

Pangiami, parqueia ainda o táxi, kupapatar tem hora, facturar pode aguardar, escuta só o ndengue Zé, sempre a zuelar com pedagogia policial, pela ordem e pela paz ao serviço do povo, granda kibidi, rebuçado ou chocolate só no Natal.

Kamba diame, vírus não é gengibre, água benta não faz milagres, os xirangas, mbora embarrados, granda kibidi, o corona não brinca em serviço, quando ataca, pouco absolve.

Meus avilos, novo ou velho, fica só nas calmas, evite desobedecer, tristezas não pagam dívidas, granda kibidi, são fases da vida, algum dia na graça de Deus, tudo pode mudar para melhor, é só ter fé.

Pangiame, desde os tempos remotos, muitas pragas, muitas crises ocorreram, foram controladas e superadas, nada de cruzar os braços, granda kibidi, aqui na banda, corona não torra farinha!

Kamba diame, ngiloloke, pandemia não é epidemia, exige responsabilidade, ignorar não é solução, agir na contramão pode ser catastrófico, granda kibidi, tudo fica paiado, bater as botas, pode ser pão nosso de cada dia.

João Rosa Santos

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