Carta do leitor: Encontro com a sociedade civil

Foto: Chilala Moco

Por: Mário de Azevedo
Luanda

O encontro no Centro de Convenções do Talatona, em que esteve o Presidente da República e os representantes da sociedade civil deverá ser um dos assuntos mais marcantes desta semana, a julgar pelas intervenções feitas por parte dos dignos representantes dos vários sectores.

Como leitor do jornal, até porque julgo que a actividade terá merecido a vossa cobertura, gostaria de analisar, em particular, os pronunciamentos do representante do Conselho Nacional da Juventude, o jovem Tingão. Foi um autêntico desastre. Aliás, a sua abertura, cheia de elogios e uma série de adjectivos próprios de uma época que preferimos esquecer, demonstrava claramente que boa coisa daí não viria. E dito e certo.

Antes mesmo da crise da Covid- 19, a juventude já era uma das mais fustigadas pela situação económica e social com a falta de habitações, alimentação, empregos e outras questões que fazem com que muitos mergulhem na delinquência, prostituição e uma série de vícios prejudiciais para o país.

Esperávamos dele discurso mais assertivo, com propostas para a melhoria da empregabilidade e fundamentalmente o fomento do autoemprego. Está mais do que visto que o Executivo sozinho não consegue, nem conseguirá um dia resolver os inúmeros problemas que assolam o país. Por isso, a juventude é chamada, tal como se solicitava no esforço de guerra, a usar o engenho e a capacidade para se encontrar soluções para o momento actual.

É bem provável que o discurso que vimos tenha sido apenas ideia desta e não das demais forças políticas ou organizações que fazem parte do Conselho Nacional da Juventude que ele preside. Uma posição colectiva talvez nos brindasse mais subsídios.

 

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